Polícia do Rio prende dois policiais suspeitos de matar Marielle Franco e Anderson Gomes

 A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza, na manhã desta terça-feira 12, uma operação para prender suspeitos pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes – crime que completa um ano no próximo dia 14. De acordo com a Globo News, duas pessoas foram detidas: o policial militar reformado Ronnie Lessa, que teria efetuado os disparos, e o ex-policial Élcio Vieira de Queiroz, que estaria dirigindo o carro do atirador.
Policiais estão nas ruas desde antes das 5h, cumprindo 2 mandados de prisão e 32 de busca e apreensão. A ação foi batizada de Operação Lume, em referência a uma praça no centro do Rio de Janeiro, conhecida como Buraco do Lume, onde Marielle desenvolvia um projeto chamado Lume Feminista.

No último dia 21, uma operação da Polícia Federal apontou para uma eventual participação de políticos no crime – uma linha de investigação diferente da que é seguida pela Delegacia de Homicídios da Polícia Civil do Rio. Autorizados pelo juiz Gustavo Kalil, do 4º Tribunal do Júri, agentes da PF cumprem oito mandados de busca e apreensão.
Em maio, VEJA revelou que outros políticos eram suspeitos de ligação com o caso – até então, o vereador Marcelo Siciliano (PHS), apontado por uma testemunha, era o único a ser investigado. Em agosto, em outra reportagem publicada em VEJA, o então deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) disse que a eventual participação no crime de três parlamentares do MDB também estava sendo apurada.
No último domingo, a jornalista Fernanda Chaves, sobrevivente do crime, mostrou o rosto em rede nacional pela primeira vez desde então. Chaves era assessora de Marielle e estava no veículo que foi alvejado, mas foi atingida apenas por estilhaços e declarou ter apenas ouvido rajadas, sem ver os rostos dos atiradores.

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