Oposição de Carnaiba rejeita Projeto do Executivo devido supostas irregularidades

 Com a Plenária da Casa Major Saturnino Bezerra lotada de funcionários  com cargos comissionados, o Poder Executivo de Carnaíba tentou pressionar na tarde desta quarta feira 20, os vereadores de oposição para que aprovassem um Projeto de Lei com suspeita de irregularidades.

Trata-se do Projeto de n° 04/2019 que o prefeito pede a Câmara, uma verba de 500 mil reais para concluir uma obra que já gastou mais de R$ 636.000,00 (Seiscentos e  trinta e seis mil reais), a obra já deveria ter sido terminada na escola municipal Padre Frederico Bezerra Maciel, no povoado da Itã.
 Com voto do Presidente da Câmara Gleybson Martins, que só teria voto em caso de empate, o os vereadores de oposição tiveram maioria, vencendo por 5X4 a grupo aliado do prefeito que queria com a pressão dos funcionários aprovar o Projeto para que a suplementação ornamentária no valor de 500 mil reais fosse aprovado.
 A oposição sustenta que a prefeitura não havia enviado como solicitado um cronograma de execução das melhorias, exigência para aplicação de recursos do antigo Fundeb, com base no parecer do assessor jurídico Jonas Cassiano. 

Ainda para os parlamentares oposicionistas, no projeto não apresenta nenhuma descrição de construção de piscinas nas escolas, o que prega o grupo do prefeito para ludibriar o eleitor, passando a imagem do grupo de oposição como se trabalhassem contra a população.
O valor para custear a obra, seria derivado do repasse do Fundef, onde os professores tem direito a 60% do valor e a gestão municipal o restante de 40%. Para o Presidente Gleybson Martins, o projeto deve ser corrigido e efetuado também o repasse dos professores, que aguardam o pagamento do repasse desde 2016, quando o próprio prefeito pediu o bloqueio de mais de 2 milhões de reais, agora desbloqueou seus 40% e deixou bloqueado os 60% destinados aos educadores carnaibanos.
 “O prefeito não apresentou plano de aplicação. Não diz onde serão aplicados de fato. Quer forçar a barra e a gente não pode votar. Fica rejeitado por falta de quórum”, disse o presidente Gleybson Martins.

Os vereadores Everaldo Rodrigues Patriota e Cicero Batista seguidos dos vereadores Victor Esteves e Alex Mendes queriam que a Câmara autorizasse o valor de meio milhão de reais para que o gestor concluísse irregularmente a obra.

 A presença de dezenas de educadores com cargos comissionados ao lado da Secretária de Educação Cecília Patriota revoltou os professores que ficaram nas salas de aula, pois para muitos, em contato com o Blog do Cauê Rodrigues, o funcionários deveriam estar nas escolas e não em uma plenária gritando para pressionar aprovação de erros da administração municipal.

Os vereadores Irmão Adilson, Preguinho, Anchieta Crente, Neudo da Itã, Vanderbio Quixabeira e o Presidente Gleybson imploram para que o prefeito corrija o Projeto e reencaminhe para a Câmara como será de fato aplicado os 40% do repasse de Fundef e pedem ainda que o prefeito desbloqueie o valor de direito dos professores.

Como o projeto precisava de maioria absoluta para aprovação, e não teve votos suficientes para aprovar ou reprovar, foi arquivado.

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