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A política é o nó cego de Bolsonaro

 Andrei Meireles - Os Divergentes
O time de ministros de Jair Bolsonaro está praticamente escalado. Como é praxe na formação de governos, o desenho final da equipe ficou diferente do esboço original. Mesmo assim, é um retrato que parece coerente com as poucas bandeiras defendidas na campanha eleitoral — endurecer no combate à corrupção e à violência, adoção de um modelo ultraliberal na economia e um cavalo de pau ergentes
conservador nos costumes.
Surpreendeu ao quebrar paradigmas. Encarada com ceticismo, até aqui foi cumprida a promessa de que a escolha para ministérios, bancos públicos, grandes estatais — os cargos mais cobiçados da República — não seria no tradicional rateio com os partidos políticos. A delegação de poderes sem precedente com as cartas brancas aos superministros Paulo Guedes e Sérgio Moro é outro diferencial.
Há uma espinha dorsal, com forte influência militar, com o propósito de pôr um mínimo de ordem na gestão pública, anarquizada pelos feudos corporativos e os esquemas de corrupção. Há também fios soltos, que podem causar curtos circuitos, como o deslumbre na política externa.Mas o nó cego na transição é na política.

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