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Apoiadores de Bolsonaro atacam Nordeste após a eleição

 A polarização entre eleitores que tomou conta do Brasil elegeu um novo alvo após o resultado do primeiro turno da eleição presidencial deste domingo (07) ser conhecido: o Nordeste.
A região foi a única onde o líder da votação não foi o ex-capitão Jair Bolsonaro (PSL), que ficou na frente nos demais cinco estados do Brasil: Centro-Oeste, Norte, Sudeste e Sul.
O candidato do PT, Fernando Haddad, superou Bolsonaro em praticamente todos os estados nordestinos: em Alagoas (com 44,75% dos votos válidos), na Bahia (60,28%), no Maranhão (61,26%), na Paraíba (45,46%), em Pernambuco (48,87%), no Piauí (63,40%), no Rio Grande do Norte (41,19%), e em Sergipe (50,09%).
No Ceará, o ex-governador do estado, Ciro Gomes (PDT), foi o mais votado, com 40,95% dos votos válidos, seguido por Haddad (33,12%). Bolsonaro ficou em terceiro lugar (21,74%).
Entre os eleitores de Haddad e Ciro, muitos proclamavam "orgulho de ser nordestino" nas redes sociais, enquanto os de outros estados agradeciam aos nordestinos por contribuirem decisivamente para que Bolsonaro não fosse eleito no primeiro turno.
Já entre os apoiadores do candidato do PSL, alguns chegaram a pedir que o Nordeste se separasse do restante do país, e outros chamaram os nordestinos de "burros". Alguns eleitores do ex-capitão, contudo, criticaram os ataques ao Nordeste, argumentando que isso fará com que Bolsonaro perca votos na região.
O Pará, que fica na região Norte, também foi criticado por ter colocado Haddad em primeiro lugar, com 41,39% dos votos.
Bolsonaro, que obteve 46,03% dos votos em todo o país, e Haddad (29,28%) vão se enfrentar agora no segundo turno, marcado para 28 de outubro.

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