Corpo de Cláudio de Dr. Zé Leite é sepultado em Carnaíba

 Foi sepultado na tarde deste sábado 20, no cemitério público de Carnaíba, o corpo de Cláudio José Inácio Miranda do Amaral, de 39 anos, filho do médico Dr. José Leite e da professora Edna, assassinado na manhã de sexta feira em Petrolina, cidade onde residia a mais de dez anos.

Durante o sepultamento,  o médico Zé Leite leu uma mensagem de despedida;
" Claudinho".
Claudinho, vou lhe contar uma pequena história: Era uma vez no dia 16 de agosto uma pequenina estrela brilhou em nosso lar. Pequenino no tamanho, porém gigante no seu brilho, trouxe para nós paz e alegria. Esta estrela cresceu dentro dos conceitos de amizade, respeito, responsabilidade e competência. Filho obediente, respeitoso, amável e carinhoso para com os seus. Ontem, 19 de julho de 2019, às 7:00 horas da manhã, nossa estrela muda de lugar rumo ao céu, lá, ela está brilhando e enfeitando o altar de Deus fazendo parte dos escolhidos. 

Fostes escolhido por Deus para reinar no céu junto aos seus anjos, porque aqui na terra você só deixou coisas boas. Uma vida reta, sem atropelos, amizades e benquerença, testemunhada pelos que choram a tua falta, à partir dos teus pais, irmãos, esposa, filho e demais familiares, desde o mais pequeno dos amigos ao mais alto galardão social. Muitos choram por ti, porém mais ainda é os que sentem e vão sentir a tua ausência. 

Foi triste, meu filho, a tua partida. A sua esposa e seu filho viram tua vida esmaecer em uma torrente de sangue sem que soltasse um gemido, pois tua passagem foi rápida como um relâmpago. Tu foste um exemplo de vida que, infelizmente, foi abreviada por mãos assassinas, movidas pelo ódio e a inveja, pois teu sucesso era grande no ambiente em que vivias. Hoje, 20 de julho de 2019, esta história termina em que depositamos no seio da terra teu corpo rígido, frio, inerte. Seguindo o preceito de Deus: " Tu és pó e ao pó voltarás."

Aqui quem fala não é Dr. Zé Leite, mas um pai com o coração e o peito transpassado de dor. Eu não sabia, como médico, o que era a dor do infarto, nem o que é a dilaceraçao do corpo pela faca seca da saudade e da ausência eterna. A vida cravou em meu coração uma coroa de espinhos, furando e rasgando para toda vida. Sempre te lembrarei de pequenino até os dias de hoje já homem feito. Quando pequenino tu balbuciavas pequenas palavras desarticuladas: " MAMÁ, PAPÁ Ô QUELO" e quando adulto pronunciava um suave som: " BENÇA PAINHO, BENÇA MAINHA CHEGUEI!"

Bem, gente, está na hora de encerrar agradecendo a todos que, direta ou indiretamente, compartilharam conosco da nossa dor. Nosso muito obrigado!

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