Moro combinou resultados

A combinação de resultados sempre foi vista como uma coisa fora da lei. Veja o que ocorreu com o presidente da CBF, José Maria Marin. De tanto combinar, terminou descombinado e hoje cumpre pena numa prisão dos Estados Unidos.
Se no futebol a combinação sofre os rigores da lei, o que dizer quando os “combinadores” são representantes do Poder Judiciário?
O que Moro fez foi exatamente isso. Combinou resultados com o procurador da lava jato. Orientou, sugeriu, exigiu e até xingou, ambos os dois procurando um jeito de entortar um partido político e, assim, evitar a eleição de um candidato.
O juiz é o julgador da causa. A ele não é dado o direito de interferir na  investigação. Se ele interfere, torna-se suspeito. E a ética manda que se averbe e ceda o lugar para um magistrado isento.
No caso denunciado pelo The Intercept, o juiz federal Sérgio Moro combina com o representante do Ministério Público a melhor maneira de pegar Lula desprevenido. Até avisa que o ex-presidente estaria se livrando de bens, passando a posse para um filho, ao mesmo tempo em que sugere o interrogatório da fonte que lhe passou a informação.
Se isso é uma coisa normal para o general Mourão e outros representantes da república de Bolsonaro, para as pessoas de bem desse país não passa de imundície. Uma imundície que deve ser jogada na lata de lixo e queimada para não empestar o ambiente.

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