Sonora Brasil traz a musicalidade indígena a Triunfo

 Com o tema “A música dos povos originários do Brasil”, chega a Triunfo na próxima sexta-feira (17/5) a 22ª edição do projeto nacional Sonora Brasil, realizado pelo Sesc.  Até o dia 20, a mostra gratuita contará com a participação de grupos indígenas, que vão se apresentar no Theatro Cinema Guarany, sempre às 19h. O projeto também vai oferecer oficinas que serão realizadas na Casa dos Caretas.

A mostra será aberta sexta-feira (17/5), às 13h, no Centro Educacional de Triunfo, com uma Roda de diálogos que reunirá representantes dos Paiter Surui / Karitanas (RO) e Grupo de Búzios Pankararu (PE). A noite, a partir das 19h, no Theatro Cinema Guarany, acontecerá o ritual de abertura, o Toré com o grupo de Búzios Pankararu (PE). Em seguida se apresentarão o grupo Wagôh Pakob do povo Paiter Surui (RO) e o Grupo Byjyyty Osop Aky, do povo Karitiana (RO). Constituído por uma população de aproximadamente 1.500 pessoas, o povo Paiter Surui vive em Rondônia, na terra indígena Sete de Setembro, dividindo-se em 27 aldeias. Os Paiter Surui são conhecidos como um povo cantor que também gosta muito de contar histórias. Já a música tradicional do povo Karitiana é fortemente relacionada ao sagrado. Os anciãos são enfáticos nas orientações sobre a execução dos cânticos de proteção e de aplicação de remédios pelo pajé.

No sábado (18/5), novamente a programação será aberta com a Roda de diálogos, às 16h, desta vez na Fábrica de Criação Popular, com os Wiyaé (AM/ SP) e o Grupo de Búzios Pankararu (PE). A partir das 20h, no Theatro Cinema Guarany,  será a vez do grupo Wiyae encantar o público triunfense. Wiyae, que significa canto na língua Tikuna, foi criado especialmente para o projeto Sonora Brasil. É formado por Djuena Tikuna, Magda Pucci, Diego Janatã e Gabriel Levy. No repertório, além de músicas do povo Tikuna, estão composições próprias e músicas de outros povos indígenas.

No domingo (19/5), se apresentarão às 20h,  no Theatro Cinema Guarany, dois grupos do Rio Grande do Sul: Teko Guarani, do povo Mbyá-Guarani e Nóg gã, do povo Kaingang. O grupo Teko Guarani está localizado na Aldeia Tekoa Anhetenguá na Lomba do Pinheiro em Porto Alegre, onde vivem 16 famílias Mbyá-Guarani. É um coral infanto-juvenil que tem por característica a força e o brilho vocal. Já o grupo Nóg gã é composto por indígenas de diversas aldeias Kaingang da região de São Leopoldo. Durante a apresentação, eles utilizarão as lanças de guerra como instrumento percussivo. Em contato ao chão, realizam simbolicamente uma demarcação e embasam ritmicamente as marcas coreográficas.

A programação será encerrada na segunda-feira (20/5). Às 14h, o Erem Alfredo de Carvalho receberá para a Roda de diálogos os Kariri-Xocó (AL) / Fulni-Ô (PE). Às 20h, no Theatro, a apresentação ficará por conta dos grupos Memória Fulni-ô, do povo Fulni-ô (PE), e Dzubucuá, do povo Kariri-Xocó (AL). As músicas tradicionais do povo Fulni-ô, de Águas Belas, são o toré e a cafurna. Os Kariri-Xocó vivem na região do baixo São Francisco, em Alagoas, e também têm como tradição o canto do toré, ritual indígena mágico-espiritual que envolve performance corporal e música. No repertório, além dos torés, estão os rojões, que são um reflexo do trabalho nas fazendas e da dinâmica de trocas culturais ocorridas na região.

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