Governadores admitem apoiar reforma da previdência mas fazem exigências a Bolsonaro

 O grupo de governadores que se reuniu nesta quarta-feira (08/05/2019) com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) colocou uma condição para apoiar a reforma da Previdência, principal pauta do governo: aprovação do novo pacto federativo.
A informação foi divulgada à imprensa pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que sedia a reunião em café da manhã realizado na residência oficial do presidente da Casa.
“Eles querem ajudar na reforma, mas querem do governo federal a condição de terem, a partir do movimento de apoiamento, as condições de redistribuição [do orçamento]”, afirmou.
De acordo com o líder do governo no Senado, Major Olímpio (PSL-SP), os governadores acreditam que a aprovação da reforma é prioridade, mas pedem uma série de reformulações na distribuição de impostos aos estados para apoiar o texto.
Assim como o governo federal, as unidades federativas também enfrentam problemas fiscais e dependem, além da reformulação das aposentadorias, da entrada de mais recursos para poderem levar a cabo seus projetos.
Outras condições
Segundo o líder do governo, os governadores exigem, paralelamente, outros seis pontos. Entre eles, alterações na chamada “Lei Mansueto”, que organiza um plano de socorro aos estados; a organização da lei Kandir; a reestruturação do Fundeb; a Securitização da dívida dos estados; a distribuição da sessão honorosa do petróleo; além da criação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de redistribuição fundo de participação dos estados. Uma carta com estes 6 pontos (veja abaixo) foi enviada ao presidente da República durante o encontro.
Para Alcolumbre e Olímpio, as contrapropostas foram embasados no fato de que 70% dos tributos arrecadados no país ficam com a União, mas, na avaliação deles, deveriam ficar nas mãos quem “lida com as pessoas”, ou seja, os governadores.

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