Em Pernambuco, Polícia Federal prende grupo criminoso especializado em fraudes de Identidades e CPFs em Natal-RN

 A Polícia Federal em Pernambuco deu cumprimento no dia 03/04/2019, por volta das 9h, 02 mandados de prisão preventiva em desfavor de Manoel Antônio da Costa Neto, 47 anos e Breno Marcílio Gonçalves da Costa, 27 anos, suspeitos de integrar grupo criminoso especializado em fraudes com identidades e CPFs em Natal/RN. 
A ação foi realizada em razão de investigação desenvolvida em Pernambuco em conjunto com a Receita Federal do Brasil, que detectou a atuação do grupo nos Estados de Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Documentos cartorários e cédulas de identidade eram falsificadas com o intuito de obter CPFs falsos na agência da Receita Federal do Brasil em Goiana/PE.
Em 25/10/18, um adolescente, usando documento falso de maior de idade, foi preso em flagrante numa ação coordenada com o apoio da Polícia Civil em Goiana/PE, que logrou prender o jovem em atuação. Considerando a comprovação de sua menoridade posteriormente, ele foi liberado na audiência de custódia. Na continuidade da investigação, a PF conseguiu identificar outros elementos da organização criminosa e obteve da 25ª Vara Federal em Goiana/PE mandados de prisão preventiva e busca e apreensão, os quais foram cumpridos no último dia 03/04.
 A busca e as prisões foram cumpridas especificamente no município de Parnamirim/RN (região metropolitana de Natal) num condomínio de alto poder aquisitivo. Além de documentos comprobatórios das fraudes, foi possível apreender dois veículos, sendo um importado. Os presos são pai e filho, oriundos do município de Alexandria/RN, e têm, respectivamente, 47 e 27 anos de idade. Ambos foram levados à audiência de custódia em Goiana/PE e, em seguida, após confirmação de suas prisões preventivas, foram recolhidos ao COTEL- Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna.
Os presos respondem pela prática de crimes de falsificação de documentos públicos, inserção de dados falsos em sistemas da Receita Federal e organização criminosa, com penas que variam de 02 a 08 anos de reclusão. A PF tem mais 15 dias (contados da prisão) para concluir o inquérito, mas ainda analisa os objetos apreendidos no intuito de identificar outros criminosos e localizar outros integrantes da quadrilha.
O nome da operação foi denominada “Granizo” em virtude de fazer alusão de uma forma metafórica a “chuva de documentos frios”.
Fonte: Polícia Federal

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