Deputada lembra o Dia Mundial de Conscientização do Autismo na Alepe

 De olho no Dia Mundial de Conscientização do Autismo, a deputada Fabiola Cabral fez questão de fazer um pronunciamento, hoje, na Tribuna da Assembleia Legislativa, sobre o tema. “O autismo é parte deste mundo e não um mundo à parte. Sempre devemos ter isso em mente quando vamos tratar sobre esse importante assunto e, principalmente, quando interagimos ou nos relacionamos com uma criança diagnosticada dentro do transtorno do espectro do autismo, bem como com os seus familiares”, frisou a deputada que relatou ter um irmão de 4 anos autista.
A parlamentar chamou atenção para relevância da detecção precoce e necessidade de uma rápida intervenção multidiscilplinar. Durante o discurso, comentou sobre as limitações dos portadores do transtorno do espectro do autismo, que tendem a diminuir bastante ou, em alguns casos, até mesmo se tornam imperceptíveis, se for descoberto de maneira precoce e se o tratamento adequado for aplicado o quanto antes.
“A data procura esclarecer e ampliar o conhecimento da sociedade e de governantes acerca desse transtorno que tem se tornado cada vez mais comum, cujas causas continuam desconhecidas. Hoje existem cerca de duas milhões de pessoas vivendo com o autismo”, explicou. Na ocasião, Fabíola enalteceu a Alepe pela cartilha lançada, em 2015, sobre o transtorno do espectro do autismo e a edição da lei estadual nº 15.487, que busca proteger ao máximo os direitos das pessoas que vivem com essa condição.
Outra preocupação abordada pela deputada foi sobre a falta de diagnóstico. “Sabemos que a maior parte delas são crianças e que, provavelmente, 95% delas se encontram completamente desassistidas, sem sequer serem diagnosticadas. Esse é um quadro que nós não podemos aceitar”, pontuou Fabíola.
Para ela, é toda uma geração de meninos e meninas que, sem obter o tratamento apropriado, está sendo condenada a enfrentar dificuldades de comportamento, socialização, coordenação motora e de linguagem apenas com apoio de seus familiares, sem assistência médica adequada. “As crianças precisam ser diagnosticadas o mais rápido possível e, principalmente, receberem não só todo o amor e respeito que recebem de suas mães de seus pais e da sociedade, mas, também, os acompanhamentos médicos e terapêuticos necessários”, finalizou Fabíola Cabral.

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