Neto do ex-presidente Lula morre aos 7 anos por meningite

 Neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Arthur Araújo Lula da Silva morreu nesta sexta-feira (1º) aos 7 anos de idade em decorrência de uma meningite meningocócica. O garoto estava internado no Hospital Bartira, do grupo D'Or, em Santo André (SP).
O menino deu entrada nesta manhã, por volta das 7h, com "quadro instável", e faleceu às 12h11, "devido ao agravamento do quadro infeccioso de meningite meningocócica", segundo informou a assessoria de imprensa do hospital.
Ainda não há informações sobre se o ex-presidente, que está preso em Curitiba, pedirá liberação e será autorizado para comparecer ao enterro e velório do neto, mas, segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, a defesa dele deve fazer o pedido ainda nesta sexta.
O velório e o enterro devem ser realizados na tarde de sábado (2) em São Paulo.
Inicialmente, a informação foi confirmada pela presidente do PT, a senadora Gleisi Hoffmann, que usou as redes sociais para lamentar a morte da criança. "Força presidente, estamos do teu lado, sinta nosso abraço e solidariedade. Faremos de tudo pra que você possa vê-lo. Força a família, aos pais Sandro e Marlene. Dia muito triste", escreveu Gleisi.
 Morte do irmão
Em 29 de janeiro, Lula perdeu o irmão mais velho, Genival Inácio da Silva, conhecido como Vavá, em decorrência de um câncer de pulmão. A defesa do ex-presidente pediu liberação para que ele pudesse comparecer ao velório e ao enterro, mas o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) inicialmente negou o pedido.
Lula recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) e o pedido foi aceito pelo atual presidente, o ministro Dias Toffoli, porém, a decisão foi tomada após o enterro já ter sido realizado.
Autorizado a ir a São Bernardo do Campo para encontrar os familiares após o sepultamento, o ex-presidente optou por não ir. "O presidente Lula gostaria de participar do enterro e se despedir do seu querido irmão. É claro que ele também quer se encontrar com a família, mas para isso vai ter outra oportunidade", afirmou o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, segundo o jornal O Estado de São Paulo.
No pedido, os advogados citaram o artigo 120 da lei 7.210/84, que prevê que "condenados que cumprem pena em regime fechado ou semi-aberto e os presos provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão".

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