Com grupo desgastado, Leston Júnior exalta superação do Santa Cruz

 Foi a segunda vez que o Santa Cruz enfrentou uma equipe que disputará a Série A, nesta temporada. Na primeira, perdeu por 3 a 1, para o Bahia, na Arena de Pernambuco. Neste domingo, foi a vez do CSA-AL. E o Tricolor empatou em 1 a 1, no Arruda, pelo Copa do Nordeste. Com o resultado, alcançou a liderança do Grupo A, podendo ser ultrapassado pelo vice-líder Fortaleza, no complemento da rodada. Na visão do técnico Leston Júnior, o resultado poderia ter sido melhor, se não fosse o desgaste físico sentido pelo time.

Leston reconheceu que o Santa Cruz sentiu menos cansaço contra o CSA-AL. Mas, mesmo assim, deixou de contar com peças importantes como o zagueiro Danny Morais, o volante Diego Lorenzi e o lateral-direito Marcos Martins, em recuperação.

- A gente até sentiu menos, contra o CSA, pelo nível de enfrentamento, capacidade técnica e individual que eles têm. Foi um jogo equilibrado, mas isso é um componente que impede a gente de crescer. Fiz três substituições, sendo duas por desgaste físico. E a gente não está treinando porque perde oportunidade... É uma dificuldade, mas foi importante demais somar ponto até pela fórmula de disputa, porque a gente não joga contra os nossos adversários do mesmo grupo. A gente tem de pontuar sempre e assim está sendo.
 O treinador disse que percebeu que a maior parte da torcida vaiou o time no intervalo - ali, o Santa perdia por 1 a 0. E falou o que atrapalhou a equipe foi a parte emocional.

- Nós tivemos muitos erros técnicos no primeiro tempo. E duas coisas contribuem para isso. Uma é o desgaste. Mas, se fizermos um parâmetro com o segundo tempo, pode-se perceber que não foi o desgaste até porque voltamos bem. O outro é a ansiedade de fazer acontecer. E isso é emocional. Eu disse a eles que foi a primeira vez que jogamos em casa depois de uma derrota. E isso é para ser levado em consideração. Temos uma torcida carente em voltar à Série B e também pelo ano passado. A gente sabe que isso em algum momento interfere no campo. Eu quero até agradecer porque, na volta do intervalo, foi que a gente podia sentir o termômetro. E aí é com a gente. Quem poderia fazer a atmosfera voltar ao nosso favor é o torcedor. Ele não é obrigado a ver a diferença técnica, estrutural e financeira entre Santa e CSA.

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