Reforma da Previdência rachou governo entre equipe de Guedes e militares

 Mônica Bergamo
reforma da Previdência rachou o governo: de um lado, a equipe de Paulo Guedes queria que as mudanças para os militares fossem enviadas à Câmara dos Deputados junto com as demais. Mas eles bateram o pé. E ela ficou para depois.
Os militares temiam que as modificações em seu sistema de aposentadoria fossem feitas antes das programadas para os civis –o que poderia gerar inquietação nas Forças Armadas. 
A diferença de tempo poderia ocorrer porque as mudanças para os militares não alteram a Constituição e podem ser aprovadas por maioria simples na Câmara. As demais exigem o apoio de 2/3 dos deputados.
A equipe de Guedes, por seu lado, queria evitar a impressão de que os militares podem ser tratados de modo diferenciado. O rombo na previdência dos fardados cresce mais do que o do INSS.
Nas discussões, os militares propuseram que o projeto deles só fosse enviado depois que a reforma da Previdência dos civis passasse em primeiro turno na Câmara.
presidente Jair Bolsonaro optou pelo meio termo: enviará o projeto militar no dia 20 de março ao parlamento, quando as outras propostas já estarão em discussão nas comissões da Casa.

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