Presidente nacional do PSL nega que apoio da legenda à candidatura de Rodrigo Maia seja “toma lá, dá cá” da velha política

 O presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, afirmou na sexta-feira, 4, que o apoio de seu partido à candidatura de Rodrigo Maia (DEM) à reeleição na Câmara dos Deputados pode representar uma aproximação do PSL com outras siglas, como o PSDB e o MDB. “O PSL tem todo interesse que todos os partidos se aglutinem porque Maia está imbuído dos melhores propósitos e a gente quer reformas“, disse Bivar à Rádio Eldorado.
Questionado se isso representaria uma aproximação do PSL com partidos como o PSDB e MDB, Bivar respondeu: “Sim, com certeza. Ele (Maia) poderia ser eleito por aclamação. A gente quer ganhar a eleição, para dar viabilidade a uma agenda que melhora nosso país. Não é governo, partido. É o Brasil que está acima de tudo“.
Bivar negou novamente que o apoio do PSL tenha sido um exemplo do “toma lá, dá cá” da chamada velha política, criticada por quadros do partido do presidente eleito Jair Bolsonaro. O PSL negociou a 2ª vice-presidência da Câmara e os comandos das Comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Finanças da Casa para apoiar Maia.
“Aquilo ali não é remuneratório. É um organismo que existe no nosso processo eleitoral (da Câmara). São ônus, não cargos“, disse Bivar. “Ônus para examinar projetos de lei, para dar viabilidade ao governo. Se não é o PSL, estará outro partido qualquer. Não é questão de toma lá, dá cá. Não tem ninguém com vantagem pessoal ali“.
Senado
Bivar também falou da pré-candidatura de Major Olimpio (PSL-SP) à presidência do Senado, confirmada na quinta após reunião dos eleitos do partido. Ele não descarta a possibilidade de que o senador eleito abra mão de sua candidatura em favor de outra com mais “densidade eleitoral“. Questionado sobre um possível apoio do PSL à Tasso Jereissati (PSDB-CE), Bivar disse que Major Olimpio tem todas as condições para presidir a casa. “Se outros candidatos não decolarem, ele tem condição de aglutinar (apoio). Se isso não acontecer, ele se juntará a quem tem viabilidade e o mesmo que aconteceu na Câmara será feito no Senado”. (Fonte: Estadão)

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