Pastor usava cobras para torturar internas em casa de acolhimento na Grande Recife

A Polícia Civil de Pernambuco cumpriu nesta quarta-feira (16) um pedido de prisão temporária contra o pastor Eddy de Jesus, ele é suspeito de torturar mulheres e adolescentes que faziam tratamento contra a dependência química numa instituição coordenada pelo próprio religioso no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife.
De acordo com a delegada à frente do caso, Natasha Dolci, titular da Delegacia do Cabo, nove mulheres e três menores estavam no abrigo até o dia em que a denúncia foi registrada, na última segunda-feira (14).
As vítimas relataram à polícia que sofreram diversos tipos de tortura por parte do pastor. “Elas relataram que apanhavam muito, no horário de alimentação, se elas não queriam comer, ele enfiava uma colher grande na boca delas, se elas falassem alguma coisa, ele batia e colocava num quarto de castigo, que era um quarto escuro”, disse.
Ainda segundo a polícia, o pastor admitiu que criava duas cobras no local e que chegou a usar os animais para torturar as internas. O abrigo funcionava numa zona rural do Cabo de Santo Agostinho e existia há quatro anos. O local recebeu cerca de 40 pessoas neste tempo, apesar de não ter autorização da prefeitura para funcionar.
A delegada acredita que a imagem calma do pastor foi um bom disfarce para que os casos ficassem escondidos por tanto tempo. “A casa funcionou durante quatro anos e nunca tinha chegado nenhuma denúncia. Talvez tenha dado uma sensação de impunidade. Por ele ser uma pessoa muito calma, educada, ele realmente não transparecia qualquer tipo de violência, a casa foi mantida por muito tempo”, comentou. 

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