Equipamento detecta com precisão e rapidez qualidade da manga no Vale do São Francisco

 A Embrapa Semiárido, com sede em Petrolina, adaptou um equipamento que usa a tecnologia conhecida como Espectroscopia no Infravermelho Próximo (NIRS, na sigla em inglês) para detectar com rapidez e precisão o ponto em que as mangas podem ser colhidas. Isso favorece a qualidade de consumo após 20 dias, tempo suficiente para que o produto chegue a mercados distantes no Brasil e no exterior, como Ásia, Europa e Estado Unidos.
O uso da tecnologia atende a uma necessidade do setor produtivo da região, que aspirava pela rápida e confiável determinação de qualidade da manga, sem danificá-la. O procedimento é mais vantajoso que os métodos convencionais empregados atualmente no Vale do São Francisco, que causam a perda de grande quantidade de frutas durante a avaliação. Sem falar na demanda por mão de obra especializada e perda de tempo.
Sérgio Tonetto, pesquisador da Embrapa, lembra que nos métodos habituais uma amostra do fruto é coletada para análise destrutiva de firmeza e coloração da polpa e para obtenção do suco, usado na avaliação dos teores de sólidos solúveis e acidez titulável. Devido à amostragem e procedimentos de avaliação, todo trabalho é intensivo e caro. Além disso, corre-se o risco de não ser representativo do lote comercial. “Daí a necessidade de métodos não destrutivos, como o NIRS, que é ao mesmo tempo confiável, preciso, rápido, robusto e sem geração de resíduos”, destaca.

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