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Triunfo comemora 134 anos de Emancipação Política

Em fins do século XVIII a serra da Baixa Verde, que teve como habitantes primitivos os índios Cariris, era arrendada a Domingos Pereira Pita que depois se tornou proprietário. Nessa época, em data incerta, chegou a Baixa Verde o missionário capuchinho frei Vidal de Frescolero, conhecido por frei Vidal da Penha, que fixou residência no sítio Baixa Verde, em um pequeno terreno que conseguiu com o senhor Domingos Pereira Pita, onde fez o aldeamento dos índios que com ele vieram.
Em novembro de 1803 retirou-se para Cabrobó, tendo logo depois assumido o seu lugar o missionário frei Ângelo Maurício Niza, o qual fez construir na Baixa Verde uma capelinha que serviu de matriz durante muito tempo, sob a invocação de Nossa Senhora das Dores. Em seguida, tratou de legalizar a posse do terreno dos índios, requerendo ao governador-geral da Capitania, Dr. Caetano Pinto de Miranda Montenegro, meia légua quadrada de terra, a qual foi concedida em sesmaria, a 8 de outubro de 1812; os marcos foram fincados nos lugares denominados Aquiraz, Jaleco, Água Branca e Jardim.
O aldeamento, que nesse tempo era um arraial de casas esparsas, foi se transformando pouco a pouco em um núcleo de população e de casas alinhadas. Assim, cabe a Frei Ângelo os foros da fundação da cidade onde ele permaneceu até falecer, em 7 de junho de 1824. Outros habitantes foram chegando sucessivamente, atraídos pelas excepcionais condições de solos, fontes perenes e vegetação sempre verde, fazendo com que a povoação fosse crescendo com rapidez.
Em 13 de junho de 1884, pela Lei Provisória N° 1.805, a vila foi elevada à categoria de cidade, após a vitória na contenda sobre os comerciantes de Flores, originando o nome TRIUNFO, conquistando a Autarquia Municipal.

São 134 anos de história de uma cidade que é rica em beleza naturais, lugar de um povo hospitaleiro, rodeada de serras e vegetação sempre verde. Conhecida como o "OASIS DO SERTÃO" e a "SUIÇA NORDESTINA".

As ruas repletas de ladeiras, as diversas construções antigas datadas do século XIX, edificações em pedra bruta, os casarios singelos, a história do cangaço que nos faz voltar no tempo, os engenhos, poços, cachoeiras, a incrível visão do ponto mais alto de Pernambuco (Pico do Papagaio) com 1.260 m, onde é possível avistar cidades do Vale do Pajeú, o clima gostoso que atrai turistas e curiosos de locais mais distintos do Brasil.
Os tradicionais caretas com seus trajes que deixam os visitantes curiosos e encantados com a sua beleza e alegria, o popular açude João Barbosa Sitônio, adornado pela presença do Cine Teatro Guarany inaugurado em 1922 e construído com rocha e óleo de baleia para dar sustentabilidade aos três pavimentos do prédio que é uma das 20 Maravilhas de Pernambuco segundo votação realizada pela Fundarpe.

Em Triunfo tudo parece ter sido talhado com primor, uma cidade que se conserva altiva através dos séculos e é uma verdadeira aula de arquitetura, história e cultura. 
O nome de Triunfo originou-se de uma luta ocorrida entre a poderosa família dos Campos Velhos, da cidade de Flores, e os habitantes da povoação da Baixa Verde, os quais, querendo ver o progresso da localidade, começaram com a criação de uma feira, com o que os Campos Velhos não ficaram satisfeitos, procurando acabá-la por diversas vezes, até mesmo com prejuízo de vidas, mas não conseguiram. Tal fato fez com que os habitantes da Baixa Verde tratassem de sua independência, a fim de se libertar dos Campos Velhos.
Para isso, um abaixo-assinado solicitou da Assembleia Provincial e do Diocesano que a povoação fosse transformada em freguesia e elevada à categoria de vila, o que de fato ocorreu em 2 de junho de 1870, através da Lei Provincial nº. 930, que criou a freguesia de Nossa Senhora das Dores, desmembrada da freguesia de Flores, e elevou a povoação de Baixa Verde à categoria de vila, com a denominação de Triumpho.
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