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Aécio inspira um plano de camuflagem do PSDB

Ao perceber que o eleitor mineiro já não tem presença de espírito para aturar Aécio Neves, o PSDB impôs ao correligionário ilustre a ausência de corpo no ato de lançamento do senador Antonio Anastasia ao governo de Minas Gerais. Anos depois de ter entrado na política como poste de Aécio, Anastasia receia ser eletrocutado por um padrinho desencapado.
Coube ao presidente estadual do PSDB, deputado federal Domingo Sávio, falar em nome do invisível. Aécio preferiu não comparecer, disse Sávio, porque tem “compromisso com Minas.”
Pode-se acusar o tucanato de tudo, menos de falta de originalidade. Quando todos imaginavam que só o envio de Aécio para o conselho de ética poderia redimir o partido, o PSDB faz o favor de ensinar ao Brasil que a hipocrisia também é uma forma de comprometimento.
A ideia de redecorar o partido, transportando Aécio da vitrine para o fundo da loja, é extraordinária. Tão boa que não deveria ficar restrita a Minas Gerais. O plano de camuflagem precisa ser estendido a outros Estados.
Pode-se pintar Paulo Preto de invisível, por exemplo. Assim, o operador do tucanato de São Paulo não precisaria de um habeas corpus de Gilmar Mendes para pensar milhões de vezes antes de contar o que sabe sobre o dinheiro que voou da Suíça para as Bahamas.
Josias de Souza

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