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Se estivesse vivo, Compositor Carnaibano Zé Dantas completaria hoje seus 97 anos

Se estivesse vivo, o médico e compositor carnaibano José de Souza Dantas Filho, o famoso Zé Dantas, teria completado nesta terça feira 27, seus 97 anos de vida.

Zé Dantas nasceu em Carnaíba, cidade do sertão pernambucano, residia na Rua José Martins, onde hoje é a residência do ex vereador Diógenes Gomes, onde viveu poucos anos e logo cedo foi estudar em Triunfo. Posteriormente sua família foi morar no Recife. Contribuiu com crônicas sobre folclore para a Revista Formação do Colégio Americano Batista e formou-se em Medicina em 1949.
Mesmo sem tocar nenhum instrumento já compunha músicas usando uma caixa-de-fósforos como acompanhamento. Era um cronista dos costumes do sertanejo e muito de suas canções tinham um toque irreverente.
 Seu encontro com Luiz Gonzaga deu-se em 1947. Gonzaga estava hospedado no Grande Hotel do Recife para uma temporada de apresentações. Zé Dantas foi até lá e apresentou várias de suas canções, tais como "Acauã", "Vem morena", "A volta da asa branca" e "Forró de Mané Vito". 
Diz-se que de início Zé Dantas pediu para que Luiz Gonzaga gravasse as músicas sem incluir o seu nome pois seu interesse maior era divulgar as canções e isso poderia constranger a família saber que ele, um médico formado estava envolvido com cultura e vida boemia.
A partir do ano seguinte, Luiz Gonzaga emplacou uma série de composições de Dantas que se tornaram clássicos do cancioneiro nordestino. Passou desde então a acompanhá-o nas gravações, além de organizar shows e apresentações.
No início dos anos 50 apresentou um programa na Rádio Jornal de Recife. Mas no mesmo ano mudou-se para o Rio de Janeiro- capital, para se especializar em obstetrícia. Chegou a trabalhar como diretor do Hospital dos Servidores do Rio de Janeiro.
Durante seus períodos de férias voltava ao sertão, mas não para Carnaiba, e sim para Betânia, onde teria adquirido um sitio.
Sua saúde começou a priorar quando em fevereiro de 1961 sofreu um acidente e rompeu o ligamento do pé. Para aliviar as dores tomava cortisona, em doses cada vez maiores. O uso exagerado desse medicamento acabou comprometendo o fígado, que o levaria a morte em 11 de Março do ano de 1962.
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