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Se ceder a servidores Temer perde Previdência

Blog do Kennedy
O governo continua com o velho problema da falta de voto para aprovar a reforma da Previdência. Nesse contexto, em reunião anteontem com ministros, o presidente Michel Temer avaliava novas concessões que poderiam ser feitas.
Temer estava propenso a abrir mão da regra que limitaria o pagamento da pensão por morte a dois salários mínimos quando esse benefício fosse acumulado com a aposentadoria. A ideia era simplesmente acabar com a exigência.
Na área política do governo, há quem queira atender ao pleito de juízes e magistrados para admitir uma regra de transição destinada a servidores públicos que entraram na carreira até 2003. O problema de ceder a esse lobby é tirar da reforma o discurso de quebra de privilégios.
Restaria apenas como ponto forte a fixação da idade mínima de aposentadoria de 62 anos para mulheres e de 65 anos para homens. Ou seja, a reforma basicamente seria destinada aos trabalhadores da iniciativa privada. Isso agrava o problema da falta de votos, que já está suficientemente conturbado pela perspectiva eleitoral.
Alguns deputados dizem que não dá para votar uma reforma que aceita manter privilégios de servidores públicos que ganham altos salários enquanto endurece regras para os trabalhadores da iniciativa privada. Hoje, a reforma está fadada ao fracasso _salvo uma reviravolta que não parece que ocorrerá.

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