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Estudo revela que mulheres espancadas em Serra Talhada costumam proteger os maridos após agressões

O número de agressões às mulheres em Serra Talhada aumentam mês a mês, entretanto, as mulheres têm protegido os seus agressores. Esta é a conclusão de um estudo feito pelo comando do 14º BPM, tendo como base o trabalho feito pela Patrulha Maria da Penha.

De acordo com o tenente-coronel Gyrley Figueiredo, as vítimas pedem medida protetiva contra os agressores, mas logo em seguida relaxam.
“Nós fizemos um estudo em janeiro, e vamos fazer em fevereiro, e o que chama a atenção é que as mulheres, naquele período de 24 horas e 48 horas realmente ficam revoltadas, procura a polícia e quer que busque a lei realmente. Mas o que está acontecendo é o comportamento quando passa uns dias. Então, no mês de janeiro nós tivemos 26 acompanhamentos de mulheres vítimas de violência. E o que chama atenção é que elas estão retirando a medida protetiva, algumas até com medida protetiva o marido já está morando novamente”, relatou o comandante do 14º BPM, durante entrevista ao programa Frequência Democrática, na rádio Vila Bela FM.

Ainda durante a entrevista, Figueiredo informou que o estudo revela algo positivo. Dos 26 casos registrados em Serra Talhada, em janeiro, o agressor não praticou qualquer ato de violência contra a sua companheira.
“A mulher toma uma postura diferente do que ela tomava antes, eles param de agredir. Então, tem que denunciar, tem que ter a coragem de denunciar. Ele não é para espancar e nós até agora só colocamos um na cadeia pública, e nós queremos colocar a média de pelo menos um por semana, para parar com essa agressão”, revelou Gyrley Figueiredo
PERFIL
O comando do 14º BPM também revelou que os agressores de mulheres têm um perfil acima de qualquer suspeita na sociedade.
“Nós vemos estudos que mostram homens de comportamento exemplar na sociedade, é acima de qualquer suspeita. Não tem o poder de violência, não é violento com vizinho e nada, mas quando chega em casa quer espancar a esposa, e agride a esposa. Esses homens, têm que ser presos, têm que ser conduzidos para a cadeia pública”, reforçou o comandante do 14º BPM.
Farol

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