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Aloysio Pereira, o homem, o mito, o filho de Princesa que nesta sexta chega aos 95 anos de idade

Por Tião Lucena

Imagino Aloysio Pereira desembarcando em Princesa, nesta sexta-feira, dia do seu aniversário. Com certeza a cidade estaria engalanada, as ruas cheias, os foguetões pipocando no céu, a banda de música tocando e os mais afoitos gritando vivas ao filho do coronel Zé Pereira, do mesmo jeito que gritavam em 30 saudando o guerreiro que ousou desafiar o poder do Estado e fez de Princesa um território livre.

O guerreiro Aloysio certamente desejaria isso. Ele ama Princesa mais do que todos nós. Um papo com Aloysio sem o nome de Princesa ser pronunciado umas vinte vezes, no mínimo, não é papo com Aloysio. Pode ser com qualquer outro, menos com ele.

Mas ele não vai poder pisar hoje em sua terra. Aos 95 anos, recupera-se de um problema de saúde que requer cuidados.

Vai receber os abraços de carinho e de afeto de seus amigos e conterrâneos em sua casa, na Capital, mas tenho certeza absoluta que o seu coração estará pulsando por Princesa, as lembranças da terrinha estarão mais vivas do que nunca, porque é assim que age o princesense apaixonado.

Isso passou.

Passou como o vento ruim que é tangido pela brisa acolhedora da manhã, das alvoradas sertanejas, do alvorecer ao som dos passarinhos que tocam na orquestra dos nossos sertões.

Você, leitor amigo, talvez não acredite no que vou dizer: No Brasil existe um homem público que chegou aos 95 anos de idade sem uma mácula na sua biografia.

Num tempo de tanto descrédito e num país de tanta safadeza, isso é um marco histórico.

Aloysio é um marco e uma marca.

É um exemplo a ser seguido pelos mais jovens e uma esperança para os desesperançados.

Se ainda temos gente como Aloysio Pereira Lima a andar por esse solo brasileiro e a opinar com a lucidez de um moço sobre as coisas do Brasil, isso é sinal de que nem tudo está perdido.
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