O GOVERNO DE PERNAMBUCO E A POLITICAGEM NA SEGURANÇA PÚBLICA

O Governador do Estado anuncia a criação de novos batalhões, mas infelizmente não cria estrutura nenhuma para isso, pois as funções, as vagas, as gratificações, a maior parte das viaturas, motos, móveis, camas, beliches, armamento, coletes e os policiais são retirados de outros batalhões já existentes, ou seja, tira-se de quem já não tem nada e já funciona de maneira altamente precária para fundar outra Unidade que já nasce na UTI em termos de estrutura. Pura política, por isto que os polícias estão desmotivados neste estado.
Além disso, vem aí um grande trem da alegria nas promoções para coronel do ano que vem, possivelmente o último do Governo desastroso de Paulo Câmara,  o secretário de defesa social já tem como certa a promoção ao posto de coronel do atual assistente do comandante geral da PM, que hoje é o 41 na antiguidade e o Governo prepara uma imensa farra para seus “carregadores de malas” em março de 2018. Hoje a quantidade de vagas para coronel não chega a 10 (dez), talvez o total não chegue a 14 (quatorze) e o Governador e o SDS abre um Curso Superior de Polícia, as pressas, para terminar antes das promoções, buscando beneficiar Tenentes Coronéis que não tem nenhum ano de promovidos, mas são ajudantes de ordens do Prefeito da Cidade do Recife e muitos que são ou já foram da Casa Militar, entre eles aquele que tomou as fantasias da troça carnavalesca “Empatando tua Vista”, no carnaval deste ano e também um Tenente Coronel que recentemente foi preso na Operação Torrentes da Policia Federal, entre outros protegidos da CAMIL e do Governo.
Uma vergonha que busca promover de forma precoce oficiais novinhos, protegidos politicamente, em detrimento de oficiais antigos que possuem trabalho e tempo de dedicação a PMPE e a sociedade. Hoje não existe a menor necessidade de que haja uma redução de intestício (tempo de promoção no posto) pois temos 25 (vinte e cinco) Tenentes Coronéis que possuem todos os requisitos essenciais para esta promoção e as vagas serão poucas. Recentemente também, foi designado um capitão muito novo, oriundo da Casa Militar, para ser subcomandante do Batalhão de Petrolina, com o único objetivo de ser promovido a major. Além da imoralidade a ilegalidade pois constitui improbidade administrativa colocar oficiais de postos inferiores para assumirem funções de postos mais antigos, mesmo tendo quem pode assumir tais funções, pois o estado terá que pagar por esta designação, ou seja, teremos um funcionário recebendo a mais por uma função num posto que ocupa, tendo funcionários que já estão ocupando o mesmo posto, fato que acontece muito com os Majores designados para comandantes de batalhões (que são funções de tenentes coronéis), estes majores recebem salários de tenentes coronéis e o estado acaba pagando duas vezes aquele salário, pois existem tenentes coronéis que podem assumir tais comandos. O governo onera a folha de pagamento por causa da politicagem dele mesmo. O Ministério Público precisa investigar melhor esse desvio de dinheiro do contribuinte.
O texto foi enviado por um oficial da PMPE, temendo perseguições ele preferiu não se identificar.

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