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Seca mata 50 milhões de peixes na maior lagoa da Bacia do São Francisco no norte da Bahia

Cerca de 50 milhões de peixes morreram na Lagoa de Itaparica, a maior da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, situada entre as cidades de Xique-Xique e Gentio do Ouro, no norte da Bahia, segundo cálculo prévios do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Com 24 km de extensão, cercada por carnaubais e outras árvores nativas da caatinga, a lagoa de Itaparica é considerada a mais importante das margens do rio por ser o seu maior berçário natural. Os alevinos que nascem ali voltam para o rio quando crescem, tornando esse ciclo de fundamental importância para reposição do estoque pesqueiro de toda a bacia do São Francisco. Entretanto, a falta de chuvas, a baixa vazão do rio e o assoreamento provocado pela derrubada de mata nativa levaram a lagoa de Itaparica a secar em sua totalidade.
A paisagem paradisíaca formada pelo espelho d’água deu lugar a um deserto de chão rachado coberto por peixes mortos. A seca impacta também diretamente a população ribeirinha, chegando a afetar cerca de 5 mil famílias. Segundo especialistas, a tragédia já era esperada e o problema muito maior é a morte hídrica da lagoa.
No intuito de minimizar os transtornos e danos, o poder municipal se movimenta através de ações emergenciais e paliativas para atender a demanda da população do entorno da lagoa. O intuito da Prefeitura de Xique-Xique é no sentido de manter a subsistência da vida animal e garantir água para consumo humano. Para isso, foram abertos cerca de oito ‘bolsões’ de água dentro da lagoa para que os animais possam matar a sede e não morram. Já as comunidades são abastecidas por poços.

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