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Morreu o maestro Zé de Minininha, em Princesa Isabel

Narrativa de Tião Lucena
Ele morava em Princesa. Nasceu e se criou lá. Era músico. Foi meu maestro. Um dia eu também fui músico e, nos tempos de músico, integrei o conjunto “Os Rebeldes”, criado e mantido por Zé.
Tocava saxofone. Tinha um belo sopro.Empolgava quem o ouvia. E tocava fogo no entusiasmo dos que o seguiam como integrantes da famosa banda.
Tabira foi nosso terreiro. Todo ano éramos contratados para animar o carnaval da vizinha cidade. Formávamos uma bela família. A família de Zé de Minininha.O conjunto que Zé criou tinha a seguinte formação:Zé, saxofonista e maestro; Tião Lucena, soprano; Zé de Bezeca, tenor; Chico de Mourão, trombone; Ernani de Ulisses, piston; Mitonho, bateria: Bicudo Massaroca, pandeiro; Negro Heronildes, surdo; Neguim Goiaba, maracas; Edmilson Bibiu Lucena, cantor.
Zé passava o ano no maior liseu. Quando aparecia o carnaval, ganhava um belo contrato, pagava a cada um de nós, ficava com uma bolada e gastava tudo com passarinho.Criava galo de campina, golinha, golado e assim por diante.
Era um meninão.
Eu, irresponsável, costumava faltar aos ensaios. E quando aparecia, comprava o chefe com uma lata de goiabada.
Juarez Marques deu a notícia de sua morte agora há pouco. Fiquei emocionado, não nego. Entre os meus amigos que se foram,Zé era um dos mais queridos. Na sua simplicidade de homem sertanejo, cativava os corações pelo jeito brincalhão e afável de ser. O oco da sua ausência dificilmente será preenchido.

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