• title
  • Title
  • Title

.

.

Brasil: nova cena, mesmo filme.

Aumenta cada vez mais as incertezas do governo Temer. Às vésperas da votação na Câmara que poderá autorizará o STF a investigar o presidente Michel Temer, o país vive um clima de incertezas. Essa semana, o ministro da Fazenda Henrique Meireles, anunciou o que já esperávamos, o aumento que dobrou a alíquota sobre o litro de gasolina: de 38 centavos para 79 centavos por litro, medidas para cumprir a meta fiscal de 2017, de um rombo primário de R$ 139 bilhões.

   Economicamente o ministério do planejamento explica que esse aumento é necessário, porém, ninguém consegue explicar o porquê de tantos gastos com manobras para aprovar a reforma trabalhista e “barrar” a denúncia contra Temer na Câmara. O dinheiro público está sendo jogado nas mãos da base aliada do governo em formas de emendas parlamentares. Há quem diga que essa é uma das várias fatias do bolo que Temer e seus caciques estão usando para alimentar e convencer deputados e senadores.

   O futuro de incertezas no nosso país aumenta constantemente. Desde a condenação do ex-presidente Lula, diga-se de passagem, uma condenação extremamente política; o vai e vem do Congresso Nacional, apadrinhando Michel Temer e suas reformas, até as últimas pesquisas eleitorais estão transmitindo aos brasileiros um filme de convicções fracas e de pouca credibilidade.  Todos os dias, uma nova cena com atores diferentes. 

   O ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, recentemente classificou como "triste" o fato de que se tenha trocado integrantes da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara para garantir a rejeição do parecer que recomendava o avanço da denúncia por corrupção passiva contra Michel Temer. "Me dá pena. Pena pelo Brasil por ver o que aconteceu com uma comissão que estava estudando as eventuais acusações, em que tiveram que mudar a composição dessa comissão. E tudo indica que houve muita influência para poder colocar gente que não decepcionasse o governo." 

    Toda semana algo novo acontece. No país da impunidade, políticos corruptos brincam com a Constituição e riem de nós, os homens e mulheres de bem que acordam cedo e dormem tarde para vencer os desafios de cada dia. Já dizia Olavo Bilac: “A pátria não é a raça, não é o meio, não é o conjunto dos aparelhos econômicos e políticos: é o idioma criado ou herdado pelo povo. ” 

Renan Walisson, é acadêmico de Direito da Faculdade de Integração do Sertão-FIS, assina coluna com informações sobre diversas áreas, entre elas, política, religião e tecnologia. Escreve às segundas para este Blog.

Comentários

Obrigado!
Sua mensagem será avaliada.

Anterior Proxima Página inicial