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Artigo: O começo e o fim da “Era Temer”.

Há pouco mais de um ano, a ex-presidente Dilma Rousseff, que já havia sido afastada, foi condenada sob a acusação de ter cometido crimes de responsabilidade fiscal – as chamadas "pedaladas fiscais" no Plano Safra e os decretos que geraram gastos sem autorização do Congresso Nacional. Após todo desenrolar do processo de Impeachment, o vice-presidente Michel Temer assumiu o comando do país. Até aí, já havíamos perdido grandes investidores que por não acreditarem no sistema político brasileiro, dirá econômico, deixaram de investir no país. 
    Após tomar posse, Michel Temer fez uma grande reviravolta nos ministérios e os distribuiu de acordo com cada indicação de partidos que haviam apoiado o impeachment. De Pernambuco, 5 deputados assumiram ministérios; Mendonça Filho, Bruno Araújo, Raul Jungmann e Fernando Bezerra Filho, ocuparam as pastas de Educação, Cidades, Defesa e Minas e Energia. Era o começo da “Era Temer”. Registre-se, outro pernambucano que assumiu o ministério da cultura que havia sido extinto, foi Roberto Freire. Esse renunciou há alguns dias. 

    A situação econômica não melhorou, os escândalos aumentaram e com eles as incertezas em torno dos destinos do país. O presidente foi grampeado - Dilma havia sido também- e o governo começou a desmoronar novamente. O começo do fim da “Era Temer”. Após a operação carne fraca, mais um escândalo. A economia que já não andava tão bem, desmoronou de vez. Mais um capítulo desastroso. Destaque, que no Brasil, preserva-se a imagem dos criminosos e expõem-se as empresas. Essa prática tem feito as grandes estatais perderem os valores de suas ações, exemplo disso é a Petrobrás. Nos EUA, acontece o contrário: preserva-se as empresas, consequentemente os investimentos, porém, julga-se e expõem os criminosos, do presidente ao cidadão comum. Mas, ainda estamos longe de se igualar a maior potência mundial. 

    É bem verdade que o próximo comandante do país, deverá assumir em breve. Rodrigo Maia já prometeu fidelidade a Temer, afirmando que não mudará os comandos dos ministérios. Os próximos capítulos ainda estão por vir e bem mais apimentados que os anteriores. O STF está quieto, a população brasileira espera que os guardiões da Constituição entrem em cena e devolvam a confiança a nação. Dilma caiu, Temer cairá. Quem assume, cairá também? Bom, só saberemos com o desenrolar dos próximos capítulos. Até 2018, muitos ainda serão exibidos.

    Ademais, ressalte-se o julgamento do ex-presidente Lula e 1º colocado em todas as pesquisas no cenário eleitoral para 2018. Este, por sua vez, está na mira do juiz Sergio Moro, chamado por muitos de “imparcial de Curitiba”.  Nas entrelinhas da política muita coisa ainda estar por vir. Muitos do que apoiaram o processo de impeachment de Dilma, podem ser apoiadores de uma eventual candidatura de Lula. Em Pernambuco, o lado mais conservador da política de Arraes, espera uma aliança do PSB do estado com as bênçãos do governador Paulo Câmara, o que já não é impossível. De antemão, na corrida eleitoral, nomes como o da ex-senadora Marina Silva, do deputado federal Jair Bolsonaro e do ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa também estão entre os mais cotados para assumir os destinos do país em 2018. Até lá, muitas alianças e acordos serão selados. Há quem diga que, se Lula for preso será eternizado como herói, se, porém, permanecer em liberdade, será o próximo presidente do Brasil. No mais, vamos aguardar o desfecho desse filme onde os figurantes e atores somos nós, cidadãos de bem que pagamos nossos impostos para ter uma vida melhor. Direito de todos e dever do Estado. 

Renan Walisson de Andrade, é acadêmico de Direito na Faculdade de Integração do Sertão-FIS, assina coluna com informações sobre diversas áreas, entre elas, política, religião e tecnologia. Escreve as segundas.

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