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Artigo: Padre Luisinho: 25 anos de luta em defesa do povo do Pajeú.



“No Brasil, é necessário lutar pelo direito de todos e pelo fim da exclusão social. ” Dom Paulo Evaristo Arns.

   Essa frase, nos faz lembrar o passado de lutas e enfrentamentos que nosso povo sofreu e que os livros nos contam. É necessário compreender, que os momentos marcantes da vida social de um povo, não se resumem apenas em simples atitudes passageiras, mas em uma vida pautada na luta em defesa dos que mais precisam. Foi essa a missão que o jovem Luís Marques Ferreira traçou em sua vida sacerdotal. 

  Sertanejo de Tuparetama, desde cedo com o desejo incessante de ser padre católico, Luisinho viveu uma vida pautada na luta popular. Da escola de Dom Francisco Austregésilo de mesquita Filho, bispo da Igreja particular de Afogados da Ingazeira, homem integro, bravo religioso em uma época difícil, humanamente e politicamente falando. Dom Francisco até hoje é lembrado pelos fieis do Sertão do Pajeú e do Nordeste. Eternamente o defensor dos mais pobres do Pajeú. Viveu realmente, o chamado “Pacto das Catacumbas”. Formador de vários padres, dentre eles, o Luisinho.

  Padre Luisinho, em seus 25 anos de vida sacerdotal, não regrediu, por onde passou, em todas as paroquias que trabalhou, deixou marcas que jamais serão apagadas. A pequena Carnaíba que o diga. Na terra da música encantada, do poeta Zé Dantas, chegou Luisinho ainda seminarista. Ajudou por algum tempo o Cônego Luiz Gonzaga Vieira de Melo, que por mais de 40 anos administrou aquela paróquia. Pouco tempo depois, já diácono, se tornara pároco, após o falecimento do Cônego. Descobriu muitos talentos, da cultura, da música, na arte, na vida vocacional, etc. Idealizador da festa do Poeta Zé Dantas, teve papel fundamental na difusão cultural que a partir de Carnaíba, se estendeu por vários caminhos das veredas do Sertão.

  Na luta em defesa dos que mais precisam, a exemplo de Dom Hélder Câmara, serviu o povo bom de Carnaíba com sua vida sacerdotal.  Teve um grande trabalho de conscientização popular, trabalhou incessantemente para que a mudança na terra de Zé Dantas acontecesse e o progresso chegasse, trazendo paz, acima de tudo. Padre Luisinho, um ícone das lutas populares. 

  Defensor da natureza, amante da boa música, cantor, liderança na luta pela revitalização do Rio Pajeú, o padre vive uma vida elétrica, no sentido de ter sempre energia e estar disposto à luta que lhe é proposta todos os dias. Seja conservador ou progressista, o reconhecimento se faz necessário. Por isso que há respeito por parte dos dois campos.

   Acredito, mesmo sendo um jovem estudante com apenas 19 anos, que a vida só tem sentido, se nela encontrarmos um caminho para percorrer e traça-lo, no sentido de lutar em busca de algo que possibilite ajudar alguma causa, seja na educação, na saúde, na assistência social, no campo da política, da fé, etc., mas, em qualquer campo, nunca esquecer do firme fundamento da fé cristã. Sabendo que Deus ajuda os que Nele confiam, vivendo essa esperança e ajudando os que mais necessitam. 
    É bem verdade que o povo do Pajeú sempre foi agraciado por bons padres. Ainda hoje, há muitos homens de fé, cada um no seu cada um, nas suas lutas, buscando um mundo melhor, mais justo e igualitário. Nossa diocese, guiada por Dom Egídio Bisol, celebra em ação de graças por todos os homens que se dedicam a causa de Cristo. Ele é o Sacerdote Puro e sem mancha. É Nele, que encontramos forças para lutar, fazer o enfrentamento na luta por justiça social. Sair sempre em defesa dos mais oprimidos. 

   Portanto, parabéns padre Luisinho. Com sua missão, durantes estes 25 anos que se passaram, nosso povo lhe agradece e celebra com jubilo este momento tão solene para a fé do povo Pajeuzeiro. Há muitos Luisinhos, outros tantos ainda virão. 

Renan Walisson de Andrade, é Acadêmico de Direito na Faculdade de Integração do Sertão-FIS. Escreve as segundas.

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