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Artigo: Era digital: Auto avaliação dos benéficos e malefícios.

“Na era da informação, a invisibilidade é equivalente à morte” (Zygmunt Bauman.)  Em pleno século XXI, com tantos aparatos tecnológicos, informações repassadas em uma velocidade fora do normal, é preciso reconhecer a benesses e os malefícios deste processo transformador. O mundo digital e suas particularidades.

    Há algum tempo, não tínhamos tantas informações sobre fatos do cotidiano e do mundo ao nosso redor, sequer sabíamos qual o nome da rua do vizinho sem olhar a plaquinha na esquina ou perguntar aos mais velhos. Hoje, basta ir ao Google e descobrir tudo em um piscar de olhos. A Era Digital nos proporciona esse acesso as mais diversas informações. Eis aí que surge a questão: Quais as benesses e os malefícios da chamada “era digital”, isso nos faz crescer ou regredir humanamente falando? Não é tão fácil obter essa resposta, porem, podemos conceituar alguns pontos importantes e cada um por si só responderá fazendo uma auto analise do seu comportamento. Uma avaliação psicossocial, por assim dizer. 

    É bem notório os resquícios do passado nas nossas famílias, alguns ainda não estão totalmente inseridos no mundo cibernético. Outros tantos estão começando ou já comeram a usar as redes, mas, com cautela. Isso nos remete a um passado não muito distante em que os homens se relacionavam ente si através da dialética, considerada pelos filósofos gregos como sendo a arte do diálogo. Sabiam também viver os momentos mais importantes da vida, desfrutar de carinho e atenção ao invés de curtidas e comentários muitas vezes sem propósito algum. Era então, um tempo de relações pessoais, não virtuais. Mas isso mudou após à era digital.

    Propositalmente, temos que reconhecer as benesses dessa nova era, os bons frutos que podemos colher e as facilidades de se ter uma vida atualizada, no linguajar virtual. É necessário entender que toda e qualquer mudança em nossas vidas, requer acima de tudo, uma preparação para os bons e maus frutos que essa transformação pode gerar. Nos meios digitais não é diferente, para bem participar do mundo virtual, precisamos atribuir a ele o seu devido valor e não permitir que isso nos tire do mundo real. É preciso uma auto avaliação constante. Um grande filosofo, Mario Sergio Cortella, disse certa vez: “No mundo atual as redes sociais fazem parte da maioria da vida das pessoas, e nos levam a um ambiente no qual todos parecem estar em um conto de fadas, ninguém é triste, ninguém sofre e quando se vê tristeza e sofrimento na sua maior parte também é apenas para chamar atenção”.

     No processo construtivo de conhecimento, podemos tirar dessa era, grandes proveitos. Fazer pesquisas para artigos acadêmicos, assistir aulas sem a necessidade de ir à escola, compartilhar com a família e com os amigos momentos importantes da vida, realizações pessoais e profissionais, se preparar para bons concursos através de cursos preparatórios, conhecer a realidade do mundo, ter informações de como está a situação econômica, política, cultural... do país, etc., são algumas das utilidades da era tecnológica e nem falamos dos recursos que os aparelhos tecnológicos têm. São muitos os benefícios da vida social e do acesso à internet, porém, o cuidado se faz necessário e como foi dito no início deste artigo, uma auto avaliação constante de como estamos nos comportando, é de bom grado. 

      Nossa práxis deve estar sempre pautada na busca incessante do aprimoramento pessoal. Estudando, professando nossas crenças, respeitando a diversidade pessoal de cada um(a), sabendo que são as nossas ações que dizem o que somos e para que lutamos. No nosso íntimo e subjetivo, devemos estar preparados para tecermos críticas a nós mesmos. O mundo virtual nos convida a uma vida mais fictícia, de aparências fantasiosas, de momentos instantâneos sem bons sentimentos, é aí que surge a auto avaliação que tanto falamos neste artigo: Desenvolver a criticidade das coisas e ter coragem de mudar radicalmente, sempre que for necessário para nosso bem e dos que a nossa volta estão. 

     Portanto, sabemos que a vida não perdoa os que não lutam. Devemos lutar para vencer a virtualidade objetiva e usar esses meios para o aprimoramento e descontração que também fazem parte do processo transformador que estamos vivendo ou iremos viver ainda. Uma curtida nos alegra, sim, a virtualidade nos traz descontração, mas, uma curtida não pode causar o efeito de um abraço bem apertado ou de uma conversa bem sincera. Cada um responda a pergunta que foi proposta no início deste artigo. Quais as benesses e os malefícios da chamada “era digital”, isso nos faz crescer ou regredir humanamente falando?

Renan Walisson de Andrade, é Acadêmico de Direito na Faculdade de Integração do Sertão-FIS. Escreve as segundas.

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