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Presidente da Câmara dos Deputados admite adiar votação de reforma da Previdência

Em função da forte resistência no Congresso ao texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já admite adiar a votação inicialmente prevista para o dia 8 de maio.
“Se possível vamos votar a matéria no dia 8 de maio, se não for possível, a partir do dia 15”, disse ele nesta sexta-feira (21), em Foz do Iguaçu, onde participa do 16º Fórum Empresarial organizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide).
Apesar de assumir que, hoje, o governo não tem votos suficientes para garantir a aprovação, Maia disse que não se trata de um adiamento.
Segundo ele, trata-se de um “aprofundamento na articulação” junto às bancadas para uma melhor compreensão do texto entregue nesta semana pelo relator, deputado Arthur Maia (PPS-BA).
Segundo o presidente, ainda há na cabeça dos deputados e da população uma “contaminação” do texto original. “Houve a interpretação equivocada de que os pobres estavam prejudicados neste debate, e não estavam porque a vinculação do salário mínimo nunca saiu”, disse.
Discussão aprofundada
Responsável pela articulação do Planalto junto ao Congresso, o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy (PSDB-BA) descarta o termo “adiamento”, mas admite que há necessidade de uma discussão mais aprofundada do texto. “É preciso maturar melhor a discussão de um texto complexo que foi entregue nesta semana”. Em seu discurso, Imbassahy disse que o texto original tinha uma previsão de economia de R$ 830 bilhões em 10 anos, “duro de roer”. Segundo ele, se aprovado o texto do jeito que está, depois das concessões feitas pelo governo no texto original, a economia será de 75% do valor original. (Fonte: Estadão/foto: André Dusek)

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