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Índice calcula nota para os municípios pernambucanos. Quixaba se destaca em 1º lugar

Quixaba, no sertão, é conhecida nacionalmente pelo melhor empenho em Educação do Brasil
A Associação Nacional das Instituições de Planejamento, Pesquisa e Estatística (Anipes) lançou, ontem, o Índice de Desenvolvimento Municipal (IDM) que dá nota às cidades calculando uma média pelo desempenho em três área que medem a evolução de uma sociedade: a renda, a saúde e a educação. “Percebemos que várias cidades pequenas ou médias apresentaram um quadro social melhor do que as grandes cidades, embora as últimas sejam mais ricas. Isso ocorreu não só em Pernambuco, mas em vários Estados”, conta o presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Júlio Miragaya. O IDM atribui médias de zero a 1 para cada uma das áreas, além dos tradicionais conceitos de baixo, médio e alto. Os quatro municípios pernambucanos que obtiveram as maiores notas em educação foram: Quixaba (0,97), no sertão do Pajeú, Jupi (0,91), Triunfo (0,82) e Itapetim (0,81), além do Distrito de Fernando de Noronha (0,86).

“A administração municipal em cidades menores consegue acompanhar melhor itens avaliados na educação, como, por exemplo, a evasão escolar”, afirma Júlio. Um dos problemas do ensino brasileiro é a evasão, quando os estudantes abandonam a escola sem concluir, por exemplo, o fundamental.

EDUCAÇÃO
Ainda na área de educação, também é levado em consideração: o percentual de crianças na pré-escola (entre quatro e cinco anos) e na faixa etária de seis aos 14 anos, além das notas do Enem na 5ª e 9ª série do Ensino Fundamental.
Outro dado que chama a atenção entre as cidades pernambucanas é Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife, que apresentou a maior média de riqueza, alcançando 0,83. A média do Recife foi 0,75, sendo a mesma nota obtida pelo Cabo de Santo Agostinho. Tanto Ipojuca como o Cabo fazem parte do Complexo Industrial de Suape que possui algumas das indústrias de maior valor agregado do Estado, como a Refinaria Abreu e Lima, a Petroquímica Suape, estaleiros, entre outros.

“No cálculo da média da riqueza, levamos em conta indicadores como o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, a participação da indústria na geração de riqueza do município”, afirma Júlio. O PIB mede as riquezas geradas num determinado local. Para ele, um parque industrial forte e consolidado é considerado um elemento de desenvolvimento e indicador de riqueza. 
O IDM também faz uma média que considera social, contabilizando as notas de saúde e educação. Nesse cálculo, entre as cidades citadas no quadro acima só obtiveram o conceito de médio: Recife, Caruaru e Petrolina. Júlio argumenta que algumas cidades de médio porte também aparecem com uma nota melhor nesse ranking porque apresentam, proporcionalmente, uma demanda menor pelos serviços de saúde e educação.

O índice mostra o desenvolvimento dos municípios e pode subsidiar os governos na formulação de políticas públicas. O IDM será divulgado a cada dois anos e o seu cálculo é feito por várias instituições sob a coordenação da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade-SP).

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