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No mundo do Forró, Afogadense de 15 anos valoriza e incentiva o Funk de origem estrangeira


Num mundo onde o forró é a raiz principal da cultura nordestina, criado há mais de cem anos atrás paralelo ao xaxado do Rei do Cangaço Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, que acabou dando vida a muitos gêneros, inclusive o forró através do Rei Luiz Gonzaga, em Afogados da Ingazeira, no sertão do Estado de Pernambuco, estado este de origem de nascimento de Lampião, em Serra Talhada e Luiz Gonzaga, em Exu, o gênero não é muito conveniente para o estudante Flávio Renato da Silva Lima, o Renatinho da GV, de 15 anos, natural de Afogados da Ingazeira, residente no Bairro São Francisco, estudante do 1º ano do Colégio Normal Estadual.

Renatinho como é conhecido na cidade, é fã do ritmo Funk, tem como ídolo principal o Recifense Mc Pedrinho que se tornou fenômeno do gênero no estado de Pernambuco.
Indagado pelo Blogueiro Carnaibano Cauê Rodrigues sobre a ousadia de curtir o Funk dentro do mundo forrozeiro, Renatinho respondeu; - "Mano ... Porque  Funk fala a realidade ... Várias Pessoas dizem que Funk só é Putaria ... mentira ... existe Funk realidade, Funk consciente, ostentação e etc. Por isso curto o Funk. Não gosto do Forró, mas também não tenho nada contra. É uma cultura que eu não curto". Disse.

Filho do casal Xavier José de Lima, vendedor de gás e da doméstica  Maria Aparecida da Silva, Renatinho foi cauteloso em afirmar que os pais não o criticam, mas que não curtem o estilo.
Para Renatinho, ser fã do Mc Pedrinho é orgulho, segundo ele a voz do pequeno Recifense é mito, mas curte também os trabalhos do Mc Kekel, Mc Cebezinho, Mc Pikachu, Mc Livinho , etc. Apesar de não cantar, o pequeno Afogadense disse ao Blog que ouve Funk durante o tempo todo, exceto nas horas em que bate um futebol pra variar.
Ao ser perguntado por Cauê Rodrigues sobre a discriminação do funk no nordeste, Renatinho foi curto na resposta:- Apesar de muito julgado o funk traz sim letras marcantes que traduzem a vida de muitas pessoas. Sofre um grande preconceito sim". Para finalizar, pedimos uma mensagem final do funkeiro Afogadense que terminou a entrevista repetindo uma frase do Mc Guimê. "Investi na felicidade, na cumplicidade, na sinceridade, na bondade, tudo é verdade"
funk é um gênero musical que se originou nos Estados Unidos na segunda metade da década de 1960, quando músicos afro-americanos, misturando souljazz e rhythm and blues, criaram uma nova forma de música rítmica e dançante. O funk tira o ênfase da melodia e da harmonia e traz um groove rítmico forte de baixo elétrico e bateria no fundo. Músicas de funk são comumente baseadas em poucos acordes apenas, distinguindo-se das músicas de rhythm and blues, que são centradas nas progressões de acordes.
funk pode ser melhor reconhecido por seu ritmo de batidas repetitivas sincopado, pelos vocais de alguns de seus cantores e grupos (como Cameo, ou The Bar-Kays). E ainda pela forte e rítmica seção de metais, pela percussão marcante e ritmo dançante. Nos anos 1970, o funk foi influência para músicos de jazz (como exemplos, as músicas de Miles DavisHerbie HancockGeorge DukeEddie Harris, entre outros).
Os músicos negros norte-americanos primeiramente chamavam de funk à música com um ritmo mais suave. Esta forma inicial de música estabeleceu o padrão para músicos posteriores: uma música com um ritmo mais lento, sexy, solto, orientado para frases musicais repetidas (riffs) e, principalmente, dançante. Funk era um adjetivo típico da língua inglesa para descrever estas qualidades. Nas jam sessions, os músicos costumavam encorajar outros a "apimentar" mais as músicas, dizendo: Now, put some stank (stink/funk) on it! (algo como "coloque mais funk nisso!").
No Brasil, o Funk se criou no Rio de Janeiro e aos poucos conquistou o país inteiro, inclusive Afogados da Ingazeira, no sertão de Pernambuco.

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