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Lampião, a história que não foi contada.

Artigo: Rogério Mota para o Blog Cauê Rodrigues
O famoso cangaceiro Virgulino Ferreira, vulgo Lampião que nunca em suas aventuras atacou ou mesmo assaltou na cidade de Triunfo, pois, tinha pela cidade o maior respeito, gratidão e admiração por ter a cidade como padroeira a Nossa Senhora das Dores, a sua eterna protetora. Meu avô Genésio Lima irmão do maestro Isaias Lima, sempre atendia aos chamados do cangaceiro. No auge do cangaço em que Lampião ficava bem próximo a sua terra natal Serra Talhada, o grande cangaceiro que era muito vaidoso, mandava chamar o meu avô que era artesão e fotografo na cidade de Triunfo daquela época para que ele fosse com a sua máquina e fizesse uns registros fotográficos dele Lampião e de todo o seu bando. Meu avô conversava com todos e se dava muito bem e, as vezes levava a sua filha mais velha, a irmã de minha mãe, a tia Maura para cantar para os cangaceiros, pois, tinha uma voz muito bonita e encantava com as suas canções, todo o bando. 
Agora, o mais interessante desta história e ao mesmo tempo muito lamentável para todos aqueles que pesquisam e gostam das histórias de Lampião foi quê, quando o meu avô tomou conhecimento que os soldados (volantes) conseguiram capturar o cangaceiro Lampião e alguns elementos do bando, lá em Angico no estado das Alagoas matando e degolando todos, o meu avô pegou todas as fotografias e suas negativas que tinha com ele aquelas que estavam guardadas, colocou numa bacia daquelas de zinco, jogou álcool e tocou fogo. Juntou toda família e, se mandou para Sertânia ainda no Sertão do Pajeú de onde nunca mais saiu, foi lá onde ele faleceu e os seus restos mortais ainda se encontram na cidade de Sertânia

Está história me foi contada pela minha tia Maura Lima há muitos anos atrás, já com os seus quase 90 anos numa lucidez impressionante. Ela faleceu aos 94 anos e, com a sua boa memória sabia expressar aquela época das década de 30 do cangaço com ricos detalhes e, se o meu avô não tivesse feito a grande bobagem, a loucura de queimar todas as fotos e as negativas - me parece que foi num momento de desespero e de muito temor de que pudesse acontecer alguma coisa com ele e todas da família -, hoje estaríamos com documentos importantíssimo para o enriquecimento da história deste que foi o Rei do Cangaço, o mito Lampião, admirado por muitos e odiado por muitos outros.

Rogério Mota é jornalista e residente na capital pernambucana Recife, naturalizado Triunfense.

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