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Acre vive noite de terror com rebeliões e cabeças degoladas

Após a rebelião no presídio de Rio Branco, o Governo anunciou nesta sexta-feira a prisão de dois carcereiros suspeitos de terem permitido a entrada das armas de fogo usadas pelos presos na unidade. O governador do Acre, Tião Viana (PT), afirmou que “facções do Rio e de outros Estados” estariam por trás dos crimes. Segundo o G1, o petista afirmou que todas as 9 mortes ocorridas fora dos presídios durante a madrugada tem relação com estas organizações: “Não tivemos nenhum cidadão de bem afetado. Nenhuma pessoa que não tem ligação com o crime morreu”.
    A rebelião no presídio Francisco d'Oliveira Conde não foi o primeiro episódio de violência das facções no Acre. Na terça–feira um grupo de presos que cumpria pena em regime semiaberto na Unidade Prisional 4, também na capital, foi emboscado ao voltar do trabalho para dormir na prisão.
    De acordo com a Secretaria de Segurança, 25 integrantes de facções rivais abriram fogo contra o grupo. Houve troca de tiros com os seguranças do presídio. Em outras unidades do Estado também foram registrados princípios de rebelião, mas a situação foi controlada.
    Os Estados do Norte e Nordeste se encontram na linha de frente da disputa que se estabeleceu entre o PCC e o CV. Apesar das facções criminosas serem originárias de São Paulo e Rio de Janeiro, onde mantêm seus grandes redutos e de onde comandam o crime de dentro das cadeias, não foram registrados episódios de violência nos presídios do Sudeste.
    A região Norte é fundamental para o tráfico internacional: as principais rotas de droga passam por suas fronteiras, uma vez que estes Estados fazem divisa com grandes países produtores de cocaína, como Peru, Bolívia e Colômbia – além da Venezuela, famosa pela permissividade em suas fronteiras.
    Além disso, na região existe forte presença da facção Família do Norte, grupo originário no Amazonas e que, segundo especialistas, seria responsável pela cisão entre CV e PCC. A organização amazonense teria se aliado ao grupo fluminense a contragosto dos paulistas, o que teria desencadeado a ruptura. No Acre estes três grupos ainda dividem o protagonismo do crime com o Bonde dos 13.
    O Governo convocou o Exército para garantir a segurança nas regiões fronteiriças do Acre e nos entornos das cidades. Uma escola e uma casa foram incendiadas no bairro 13, em Rio Branco, sem deixar vítimas.

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