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Temer desiste de demitir ministro da Justiça por “declarações desastrosas” sobre Lava Jato

Após o mal estar provocado pela fala do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, sobre a Lava Jato, o Palácio do Planalto quer abafar o caso. Apesar de ter chamado a atenção do ministro nesta segunda-feira (26), o presidente Michel Temer quer evitar que o assunto tome conta do jantar com outros titulares da Esplanada e líderes na noite desta terça-feira (27).
No domingo (25) à noite, Moraes afirmou em encontro com integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL): “teve a semana passada e esta semana vai ter mais, podem ficar tranquilos. Quando vocês virem esta semana, vão se lembrar de mim”, em referência a novas operações da Polícia Federal (PF), de acordo com o jornal O Estado de São Paulo.
Em telefonema, Temer cobrou explicações e que Moraes pare de dar declarações “desastrosas” e seja mais “cuidadoso”, de acordo com a Folha de São Paulo.
O presidente avaliou que demitir o ministro, contudo, seria uma admissão oficial de que ele sabia sobre a nova fase da Lava Jato. A intenção do peemedebista agora é fazer encontros de alinhamento com os ministros que têm dado declarações controversas.
Após desconfortos com vazamentos de outras informações, o governo Temer busca uma solução para melhorar a comunicação oficial. A intenção é que as notícias dos ministérios passem a ser publicadas em um site único do Executivo, administrado pela agência de publicidade Isobar, que já cuida da área digital do governo federal.
Dentro do Planalto, Moraes é tido como um dos ministros com menos preparo para lidar com a imprensa. De acordo com o Estado de São Paulo, ele não aceitou o treinamento oferecido pelo Planalto. O titular da Justiça negou que soubesse da operação com antecedência e afirmou que o objetivo de sua fala era deixar claro que o governo não interfere nas investigação.
Nota
Nesta segunda-feira (26), a Polícia Federal divulgou uma nota negando que Moraes soubesse do conteúdo da 35ª fase da Operação, deflagrada na manhã de ontem.
As liderança do PT na Câmara e no Senado vão apresentar representação ao Ministério Público e à Comissão de Ética da Presidência contra o ministro. A ex-presidente Dilma Rousseff disse que o episódio lança suspeitas de uso político da Lava Jato. (fonte: HuffPost Brasil/foto: Antonio Cruz/AgBr)

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