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Secretária de Saúde de Carnaiba responde criticas sobre a suposta negligência de transporte à paciente com câncer avançado

Como um fato puxa o outro, temos que começar do ponto de partida:
1- Em 6 de Junho, estava programada uma viagem, na ambulância Propriá do Hospital José Dantas Filho, para conduzir a paciente Maria Geraldina (Dona Dada) para o Recife, como acontecia toda quarta feira.

2- Nesse mesmo dia 06/06, tínhamos dois pacientes que excederam da lista de viagem ao Recife na Van, sendo que os mesmos iriam em ônibus da linha, por conta da Secretaria de Saúde. Já no final do expediente do mesmo dia, recebemos por e-mail os avisos de que as cirurgias de três outros pacientes estavam marcadas para os dias 7 e 8/06; sendo que cada um desses teria que levar um acompanhante, somando seis pessoas. Assim, ficaram oito pessoas para transportarmos.

3- O processo até se conseguir agendar uma cirurgia  envolve consultas, exames e leva tempo, com idas e vindas, não podia deixar que perdessem a oportunidade; e ao mesmo tempo não podia dar tantas passagens nem alugar um veiculo sem permissão do Chefe do Executivo. com o qual não conseguimos conectar e, como havia pressa em resolver a situação, vi que a única solução seria conseguir um transporte próprio que coubesse todos. Resolvi mandar tirar a ambulância maior, a do SAMU, para transportar os pacientes.

4- Sabedora de que a ambulância maior, mais nova, com ar condicionado, ia ser usada, a senhora "Mana", filha de Dona Dada, quis que sua mãe, fosse levada na mesma, mas queria exclusividade. Como os outros pacientes não caberiam todos na ambulância pequena, procuramos a família para explicar o motivo do uso da ambulância maior, que não era nossa, que não podemos usar no cotidiano, que naquele caso se tratava de uma situação de urgência. Por fim, foram as duas ambulâncias, dividimos os pacientes e dona Dada foi na ambulância maior.

5- Dias depois, houveram emergências que ocuparam as ambulâncias do hospital. as quais não chegaram até a hora de transportar novamente a senhora Dada ao Recife. A funcionária responsável pelo transporte de pacientes do hospital, viu-se obrigada a mandar a ambulância maior. E, como é costume, chegando lá, o motorista foi para a casa de apoio, enquanto aguardava a hora de retornar com a paciente em tela. Nesse dia, haviam três ou quatro pacientes, na casa de apoio aguardando um transporte para voltar para cá, o motorista ligou para o hospital e obteve a permissão de trazer os mesmos.

6- Na volta, o motorista foi surpreendido, pela blitz da Policia Rodoviária, em Arcoverde, 1h da manhã, afirmando que a filha da paciente havia feito denuncia alegando superlotação;por certo a acompanhante de dona Dada, filha da senhora. Mana estava incomodada com as presenças dos outros pacientes e avisou á mãe, que ligou para a policia rodoviária, resultando em perda de 15 pontos na carteira do motorista, motivo pelo qual o mesmo pediu para não mais manda-lo, quando fosse essa paciente, não pela paciente que ele diz gostar, mas, por causa da filha e da neta. Nessa ocasião a ambulância ia ficar retida, só não o foi, porque o motorista apesar de estar aperreado com a perda dos pontos na carteira, teve dó e pediu que o policial liberasse a ambulância em respeito ao estado da paciente.

7- No dia 05 deste, estava determinada uma ida ao Recife, da senhora Maria Geraldina (Dona Dada), a funcionária responsável por essas viagens, já havia determinado que o veiculo seria o gol, devido ao fato de estarmos, ao mesmo tempo, com as duas ambulâncias em oficinas. Uma porque está aguardando a fabricação de uma peça com prazo de 30 a 40 dias para chegar e outra porque foi envolvida em acidente com um cavalo e ficou destruída na parte inferior, com defeitos no motor, caixa de marcha, etc. cujo conserto será demorado.

8-Nesse mesmo dia me pediram a ambulância do SAMU, para conduzir dona Geraldina ao Recife, e expliquei mais uma vez que só poderia ser usada, para casos de emergência e mais uma vez expliquei que assinamos documentos nos responsabilizando pela mesma, mais uma vez expliquei que recebemos recomendações de não usa-la, em outras palavras, que só nos casos de vida ou morte nos arriscaríamos , o que não era o caso. E que, "se a paciente na semana anterior veio em um carro baixo da família", por que não poderia ir desta vez, no gol? Que eu poderia ser multada pelo SAMU, que eu não ganhava tanto para assumir, já que a multa seria para minha pessoa. Aleguei que poderia haver um acidente e destruísse a ambulância que não é nossa. Que tudo isto é arriscado acontecer, etc.

9- Ainda no mesmo dia, à tarde, um paciente, chegou ao hospital em estado gravíssimo, com infarto, então o médico após estabilizar o mesmo, mandou-o para Caruaru, e só podia ser na única ambulância que nos restava, a do SAMU.

10- Logo, o irmão de dona Dada, me ligou, pedindo explicação pelo uso da ambulância com outro paciente enquanto negamos para sua irmã? Como não soubesse da ida desse paciente, falei que deveria ser um caso de vida ou morte e foi isso mesmo: Mas, para evitar novos ambates, resolvi ceder e liberei a ambulância, tão logo chegasse.

11- Como o motorista de plantão era o mesmo que perdeu os pontos na carteira, mandei vir outro motorista de Ibitiranga, o único disponível naquele dia, para conduzir a paciente.

12- Já no final da tarde, estava eu, atendendo em meu consultório, quando me ligou a outra filha de dona Dada, que não conheço, querendo explicações, eu lhe disse que não podia conversar, que estava trabalhando e que ela perguntasse ao seu tio, porque o que eu tinha a dizer para ela era o mesmo que havia acertado com o tio, ela perguntou se não tinha ninguém responsável pela secretaria de saúde, e perguntou, porque eu relutava para liberar a ambulância, se eu sabia do estado de sua mãe e por ai vai... Eu lhe disse que a ambulância já estava liberada para levar dona Dada e que  era a ultima vez, porque esperava já estar com outra ambulância quando ela precisasse novamente, porque eu não pretendia mais usar a do SAMU. Ai, ela já havia conseguido me irritar, quis também saber a hora de saída e eu disse que dependia do quando ia demorar a ser liberada a mesma pelo hospital aonde o paciente estava indo. A conversa foi além. Eu não tinha mais o que dizer e nem tempo, eu já estava repetindo o que havia dito. Estava com um paciente já quase sem paciência, esperando de boca aberta, tentei mais uma vez encerrar a ligação e como ela não parasse de falar eu disse textualmente: Há vá!... e desliguei.

13- Logo, quando as fotos foram colocadas à noite no Facebook, a ambulância já estava liberada, desde a tarde, e mais, durante a tarde tentamos encontrar uma ambulância para tomar emprestado mas não conseguimos. Até Quixaba disse só ter uma e não podia ceder. E isto é o certo, ninguém empresta quando só tem uma. Mas pelo apelo das fotos á noite, no Face, ou por influência de outros, veio a ambulância de Quixaba, que chegou quase ao mesmo tempo da nossa, e a nossa já chegou equipada e teria saído logo, enquanto a de Quixaba ainda teve que ir para nosso hospital para colocar o balão de oxigênio, etc. e só saiu pela madrugada.

Comentário próprio:
Foi isso ai. Não houve desrespeito. Não posso ceder quando não me cabe. O que se tem que entender é apenas que um secretário é só um secretário e não dono ou dona, que temos limitações porque obedecemos ordens, normas e Leis, ao mesmo tempo em que temos que atender a todos dentro de limites; como um pai que ganha pouco e nem por isto deixa de atender a todos.

Inês Jurubeba Rodrigues Campos - Secretária Municipal de Saúde de Carnaíba.
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