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Professores e movimentos promoveram Dia Nacional de Paralisação nesta quinta em Carnaiba

 O SIMDUPROM-PE e Professores do municipio de Carnaiba, no sertão do Estado de Pernambuco, seguindo toda mobilização à nivel nacional, promoveram na manhã desta quinta-feira (22) dia nacional de paralisação, o ato contra as propostas para o mundo do trabalho que vêm sendo anunciadas pelo governo entreguista e golpista de Michel Temer. A mobilização incluiu paralisações, assembleias, passeatas e manifestações, que foram atividades preparatórias para a construção de uma greve geral no país. 

Em Carnaiba, no centro da cidade,  às 09h, professores fizeram concentração diante da sede da Secretaria Municipal de Saúde, na Rua José Martins, de onde seguiram em passeata pelas ruas da cidade com a pauta em defesa dos direitos sociais e trabalhistas. 
 Além de projetos como a ampliação da terceirização, a manifestação chama a atenção para a reforma da Previdência e para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que congela os investimentos sociais pelo poder público, em especial nas áreas de saúde e educação por 20 anos. "É contra esses ataques aos direitos sociais e trabalhistas que todos os trabalhadores têm de participar do dia nacional de paralisação e se preparar para a greve geral", disse o presidente da CUT, Vagner Freitas. “Dia 22 de setembro, todos nós, trabalhadoras e trabalhadores, temos que estar nas ruas, dando um recado para esse governo golpista, dizendo que não vamos tolerar que mexam em nossos direitos”, disse. 
As centrais em todo o país defendem um projeto de desenvolvimento com criação de empregos e distribuição de renda, trabalho decente, aposentadoria digna e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário.
 Os sindicalistas criticam a postura do governo em relação ao debate dessas questões. Tudo ainda está muito jogado no ar. Ninguém diz as coisas como deveriam ser ditas. O governo apresenta uma coisa, depois muda e diz que não falou. O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria) falou em 80 horas, depois recuou. Vem o ministro do Trabalho e fala em 12 horas por dia", criticou o diretor da CUT nacional João Cayres, que também é secretário-geral da CUT paulista ao Site Rede Brasil, reproduzida pelo Blog do Cauê Rodrigues. "Essa história da idade mínima vai prejudicar justamente os mais pobres, que começam a trabalhar muito mais cedo. Vão ter que trabalhar muito mais para se aposentar." 

Ensaio

A ideia das centrais é que no dia 22 se inicie um processo mais amplo de construção de uma greve geral no país, caso seja necessário. 
"A gente acredita que o governo está segurando um pouco por conta das eleições municipais. Depois disso, vão querer passar o trator. Precisamos estar atentos e preparados", diz Cayres.  Há 55 projetos (de lei) no Congresso que incluem retirada de direitos", afirmou.
Fotos: Whatsapp

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