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Princesa Isabel: Ricardo Abrantes se entrega à Polícia e o Secretário Valmir Pereira continua sendo procurado pela PF

O Ministério Público Federal acaba de informar no seu portal de notícias que o empresário princesense Sérgio Ricardo Ferreira Abrantes acaba de se entregar à Polícia Federal, mas o ex-secretário de Infraestrutura do Município de Princesa Isabel, no Sertão paraibano, Valmir Pereira de Sousa, continua foragido. A Justiça Federal expediu mandado de prisão preventiva contra ele, por ocasião da deflagração da Operação Cardeiro, na última terça-feira, 19 de julho. 

Segundo o Ministério Público Federal (MPF) em Monteiro (PB), Valmir teve a prisão decretada por envolvimento em desvio de recursos públicos e por atrapalhar as investigações da operação.
Valmir Pereira
Igual a Valmir, o empresário Sérgio Ricardo Ferreira de Melo Abrantes, proprietário da Construarq Empreendimentos e Construções LTDA, que estava com mandado de prisão preventiva em aberto e se entregou à Justiça na tarde desta quinta-feira, 21 de julho, é também acusado de embaraçar as investigações.

Segundo o MPF, a Construarq ganhou duas licitações com suspeitas de favorecimento, em virtude de relações de parentesco entre Sérgio Ricardo e o atual secretário de Administração e ex-prefeito de Princesa Isabel, cassado pela Justiça Eleitoral em 2012, Thiago Pereira de Sousa Soares, cujo mandado de condução coercitiva ainda está em aberto. Os advogados de Thiago Pereira e de Francisco Eduardo Lopes de Abrantes, engenheiro da Construarq e pai de Sérgio Ricardo, informaram que ambos vão se apresentar na Delegacia de Polícia Federal (DPF) de Patos nesta sexta-feira, 22 de julho.

Operação Cardeiro – A Operação Cardeiro, cujo nome faz alusão a um cacto bastante comum na região do Sertão, foi deflagrada pelo Ministério Público Federal em Monteiro (PB), a Polícia Federal e a Controladoria Geral da União (CGU), no dia 19 de julho, com o objetivo de desarticular quadrilha envolvida em desvio de recursos públicos, fraudes em licitações e falsidade ideológica. O esquema era realizado na Prefeitura Municipal de Princesa Isabel. Estima-se em R$ 1 milhão a quantidade de verbas federais desviadas, oriundas do Ministério da Saúde. 

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