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Atividades de agricultores de Tabira é destaque no Programa "Globo Rural"

O homem do sertão é acostumado a conviver com as armadilhas do clima, principalmente a seca. Aproveitar a pouca água é sempre um desafio. É isso que um agricultor vem fazendo junto de uma cooperativa de pequenos produtores, em Pernambuco.
"O que eu vivi antes aqui, sem ter água... hoje a gente se considera outra pessoa, diferente, rico. Porque tendo água, tem riqueza".
Seu Raimundo Morato tem autoridade para falar assim. Sertanejo, sabe bem o que é conviver com a falta de água. Para entender como a vida da família dele está mudando, vamos conhecer o que está por trás de tudo isso: o trabalho de uma cooperativa de pequenos agricultores.
No município de Tabira, na região do sertão do Pajeú, em Pernambuco, fica a sede da Coodapis, que até bem pouco tempo atrás se dedicava principalmente à apicultura. Com novas técnicas, os produtores conseguiram baixar custos e melhorar a qualidade do mel. Hoje, o mel de Tabira é referência no estado!
À frente da cooperativa, está Adelmo Cabral, um agricultor inquieto, que achou que não dava para ficar só na produção de mel. E ele conta o que o motivou a diversificar: "O castigo da seca. Estamos indo para 5 anos de seca e a gente viu que tinha que fazer alguma coisa diferente. Se ficasse na mesmice, acho que a cooperativa não ia muito além".
A mudança começou há dois anos, na própria área da cooperativa, que serve de experimento para os associados. Ao lado de um açude quase seco, tem verde, tem lavoura! "A gente provou a todo mundo que com pouca água dá pra se fazer muito" conta Adelmo, orgulhoso.
A pouca água vem de um poço que já existia na propriedade, mas que ninguém botava fé. Ele tem 40 metros de profundidade e uma vazão de 600 litros de água por hora. "As informações que eu fui buscar, disseram que não dava pra fazer nada. Tinha que ter vazão acima de mil litros de água por hora. Esse poço mal dá pra alimentar uma resma de gado. O desafio é esse, então vamos procurar fazer pra ver se vai dar certo. E deu", afrima Adelmo.
O poço fica ligado 24 horas. Como a vazão é pequena, Adelmo usa um cano de 32 milímetros para a saída da água. Assim, não força muito a bomba. "É como se fosse um olho d'água na propriedade", analisa ele, que também afirmou que o poço nunca secou.
Hoje, são 12 hectares de plantio, principalmente de hortaliças e frutas, como maracujá, uva, banana. Tudo com certificação orgânica. A cooperativa tem 245 associados, em Pernambuco, Paraíba, Piauí e Bahia. A maioria é de apicultores. Mas pelo menos 10 produtores já estão implantando as técnicas para aproveitar melhor a água. ASSISTA O VIDEO CLICANDO AQUI!

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