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Prefeito acusado de desviar milhões guardava armas, R$ 758 mil e ouro

A Polícia Civil de Pernambuco afirmou, nesta sexta-feira (3), que o prefeito de Catende, na Mata Sul de Pernambuco, Otacílio Alves Cordeiro (PSB), é o líder de uma organização criminosa acusada de desviar recursos públicos e fraudar licitações, gerando um prejuízo estimado de R$ 5 milhões para os cofres municipais. O gestor foi preso na quinta-feira (2) pela Operação Tsunami, deflagrada esta semana. Na casa dele, os agentes encontraram R$ 758.437 em uma gaveta, além de um lingote de ouro no valor estimado de R$ 40 mil. 
Prefeito de Catende dentro da ambulância (Foto: Bruno Fontes/TV Globo)Prefeito de Catende dentro da
ambulância (Foto: Bruno Fontes/TV Globo)
Os detalhes da Operação Tsunami  foram divulgados durante coletiva de imprensa, na sede da Polícia Civil, no bairro da Boa Vista, no Centro do Recife. Os policiais civis também encontraram na fazenda do gestor, em Quipapá, na Mata Sul, e na casa dele, em Catende, 12 armas e 170 projéteis. São sete espingardas, um rifle de calibre 44, dois revólveres e uma pistola calibre ponto 40.
Também houve apreensão de armas e dinheiro na casa do filho do gestor da prefeitura deCatende,  o secretário de Finanças da cidade, Ronaldo Alves Cordeiro. Ronaldo estava com um revólveres, uma pistola e duas espingardas. Também foram apreendidos na casa dele R$ 438.758,50.
A investigação, conduzida pela titular da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração e Serviços Públicos (Decasp), Patrícia Domingos, teve início em outubro do ano passado e apurou seis contratos firmados pela prefeitura, em que foram detectadas diversas irregularidades. A principal delas é a contratação de um posto canavieiro, de propriedade do prefeito, que vencia todos os processos licitatórios.
Segundo a delegada, esse posto foi arrendado para a nora do gestor por dois funcionários da fazenda do sogro que constam como sócios do prefeito. Um deles morreu antes de o arrendamento ter sido concretizado.
Barra de ouro prisão prefeito de Catende  (Foto: Polícia Civil/Divulgação)Barra de ouro foi achada na casa do prefeito
de Catende. (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
“O documento foi assinado seis meses depois da morte dele, e o outro funcionário confirmou que trabalha na propriedade. A gente não precisa ir muito longe para ver que a situação é absurda. As licitações foram consideradas desertas, ou seja, só o posto participava da concorrência”, explica. A suspeita é casada com o filho de Otacílio.
Além disso, a investigadora afirma que duas pessoas foram contratadas para realizar serviços não prestados. “Uma delas foi um homem chamado para fazer a colocação de um forro em uma escola municipal. Ele não tinha braço, a gente vê que ele próprio seria incapacitado, e ele também negou ter feito”, revela. A irregularidade apurada foi a convocação de uma mulher para ministrar uma palestra sobre ciência e tecnologia. Segundo a polícia, ela é analfabeta funcional.
A casa do prefeito também chamou a atenção dos investigadores. “A fachada  chega a dar uma comoção, parece uma residência simples. Mas, quando a gente sobe a escada e vai para o andar de cima, a casa se transforma, com uma mobília sofisticada”, conta Patrícia Domingos.
O suspeito afirmou, ainda, que o primeiro andar da residência tinha sido alugado por um casal de idosos. “Mas a gente viu em toda a mobília objetos pessoais com retratos dele com a esposa”, relata a investigadora. No térreo, ficava o escritório do prefeito, onde, segundo ele em depoimento à polícia, recebia os eleitores.
Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de prisão preventiva. Os envolvidos foram encaminhados ao Centro de Triagem, em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife, e as mulheres, levadas para a Colônia Penal Feminina, na capital pernambucana.



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