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ONDE SE FABRICA A MAIOR RAPADURA DO MUNDO TAMBÉM SE CONFECCIONA O MAIOR TAPETE DE CORPUS CHRISTI; SANTA CRUZ DA BAIXA VERDE-PE

 Com apenas 24 anos de Emancipação Politica e uma paroquia de Nossa Senhora Perpetuo Socorro existente apenas há 18 anos, a cidade de Santa Cruz da Baixa Verde, na região do Pajeú, sertão de Pernambuco, é responsável pelo maior tapete de serragem de Corpus Christi da Diocese de Afogados da Ingazeira.
Na cidade em que se fabrica a maior rapadura do mundo, se confecciona o maior tapete com materiais de serragem, sal, areia,  pó de café, tinta em pó e uma mão de obra de mais de 18 horas de trabalho que mobiliza toda a população.
 A paroquia eternizada à visão de Padre Ibiapina, é contemplada com um gigantesco tapete de 660 metros, que se inicia na Praça da Matriz, seguindo pelas ruas Aprígio Assunção, Monsenhor Elizeu Diniz, Rua Padre Cícero, Rua Sebastião José da Silva e rua Antônio Inácio, até retornar a praça da Matriz, no centro de Santa Cruz da Baixa Verde, localizada a menos de 09 Km da cidade serrana de Triunfo.
 Segundo o Pároco da cidade, Marco Maciel, noventa e cinco por cento da população da cidade são católicos e isso leva ter a maior mobilização da comunidade que reúne fiéis, estudantes da rede de ensino, grupos da igreja, comerciantes e paroquia com o apoio da prefeitura para juntos confeccionar o maior tapete que serve para a passagem do padre durante a procissão do Corpus Christi.

Para a construção manual do enorme tapete feita pelos moradores de Santa Cruz da Baixa Verde, foi preciso 90 sacos de serragem seca, dezenas de tinta em pó xadrez, centenas de quilos de sal e sal grosso e ainda o pó de café, onde a comunidade católica guarda após utilizado, durante todo o ano para a doação à igreja para a decoração do tapete.
 Os tapetes de Corpus Christi são uma tradição católica popular, que é comum em várias cidades do Brasil e Portugal, sendo confeccionados durante a celebração do dia de Corpus Christi. A prática, surgida em Portugal e posteriormente difundida no Brasil durante o período colonizatório, consiste na confecção de representações de cenas bíblicas, objetos devocionais ou simples temas ornamentais sobre as ruas em que a procissão da Eucaristia passará, o de mais costume, são desenhos que fazem alusão à figura de Cristo, do pão e do cálice.
 Os tapetes, tradicionalmente confeccionados de serragem e sal coloridos, empregam nos dias atuais uma gama de materiais, tais como borra de café, areia, flores, farinhas, dentre outros. Seu comprimento varia de acordo com cada cidade ou paróquia, indo desde poucas centenas de metros até alguns quilômetros. Os tapetes, em geral, ligam duas igrejas, decorando o caminho por onde será transladado o Sacramento. Em algumas localidades, é usual que se exibam panos vermelhos nas janelas das casas por onde o cortejo passará.
 No Brasil, a tradição é especialmente prevalente em cidades do Sudeste, sendo um componente importante da cultura de cidades históricas, como Ouro Preto. Para sua confecção, grupos de paroquianos reúnem-se na noite anterior ao dia de Corpus Christi, tornando a prática um espaço de sociabilização entre os fiéis.

No Sertão do Pajeú, além de Santa Cruz da Baixa Verde, adotam também a tradição as cidades de Carnaiba, Triunfo, Tabira, Serra Talhada, Afogados da Ingazeira, Tuparetama e São José do Egito.

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