Quixaba -PE

Quixaba -PE
  • title
  • Title
  • Title

.

.

Lava Jato aponta o canhão para os grandes do PMDB

A força-tarefa da Lava Jato agora foca em ampliar as provas de repasses a políticos do PMDB, a partir dos dados de contas e offshores de operadores de propinas, diz reportagem do Estadão. A operação estaria próxima de revelar dados e transações com força para causar um impacto direto no núcleo político do esquema, sustentado pelos que foram apontados como operadores de propina do partido do vice Michel Temer na corrupção na Petrobras -- Fernando Baiano e João Henriques.
Estão na mira dos investigadores o presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR) --  cotado para assumir o Ministério do Planejamento de um eventual governo Temer; o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL; o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (RJ); o ex-ministro e senador Edison Lobão (MA) e o senador Valdir Raupp (RO).
A força-tarefa indica que o PMDB empregou uma sistemática para arrecadar propina e lavar dinheiro no exterior. As investigações se baseiam em contratos de plataformas, poços de petróleo, negócios com multinacionais estrangeiras, aquisições e vendas de refinarias fora do país, como o caso de Pasadena. 
Renan Calheiros e Eduardo Cunha estão entre os que podem ser mais atingidos pelas investigações
Renan Calheiros e Eduardo Cunha estão entre os que podem ser mais atingidos pelas investigações
As offshores e contas usadas por João Henriques e Fernando Baiano para transferir propina aos diretores da Petrobras são as chaves para gerar novas provas. 
João Henriques é uma figura central na apuração, diz a reportagem. Em delação premiada, o ex-gerente da área Internacional da Petrobras Eduardo Musa, que tinha relação direta com negócios de plataformas, informou que ouviu de João Henriques que ele era indicado pelo PMDB de Minas Gerais, mas que quem tinha a palavra final “era Eduardo Cunha”.
A Lava Jato ainda conta com outras duas frentes de investigação que atingem diretamente o PMDB -- a corrupção na Transpetro, subsidiária da estatal, e as investigações do setor elétrico, como as obras de Belo Monte. No caso da Transpetro, o mais atingido seria o presidente do Senado, Renan Calheiros, padrinho do ex-presidente Sérgio Machado.
O presidente do PMDB, senador Roméro Jucá, divulgou nota: “O PMDB sempre arrecadou recursos seguindo os parâmetros legais em vigência no País. Doações de empresas eram permitidas e perfeitamente de acordo com as normas da Justiça Eleitoral nas eleições citadas”, destacou, reforçando que  "todas as contas do PMDB foram aprovadas não sendo encontrado nenhum indício de irregularidade”.

Comentários

Obrigado!
Sua mensagem será avaliada.

Anterior Proxima Página inicial